O pernambucano Moacir Santos foi homenageado, na noite de 7 de setembro, por seu aluno César Camargo Mariano, que, depois de contar brevemente a história de seu professor, tocou a obra April Child.
Moacir Santos nasceu em Serra Talhada, mas foi bater no Rio de Janeiro através da música. Multinstrumentista, ele batalhou muito em prol da educação e da evolução da música brasileira, mas foi pouco reconhecido no Brasil.
"Então ele resolveu ir para os Estados Unidos tentar a vida e, enquanto não era descoberto pelos americanos como excelente músico que era, viu a esposa e os sete filhos venderem cocada e pé-de-moleque pelo Central Park", contou Mariano. O tempo passou e Moacyr Santos ficou foi descoberto na terra do Tio Sam, compôs várias trilhas de filmes e tornou-se professor da Universidade da Califórnia. "Ele virou um deus em Nova Iorque", contou Mariano. Dos dias difíceis em na ilha de Manhattan, restou uma música, a April Child, que Moacir dedicou aos seus filhos.
Diante do silêncio da plateia, Mariano brincou: "Mas não é para ficar triste não! É uma história bonita de superação, de força de vontade".
Confiram a obra tocada por César Camargo Mariano e Romero Lubambo:
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
Ao professor
Referimo-nos a
7 de setembro,
César Camargo Mariano,
Moacir Santos,
Seminário de Olinda
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Graças a Doutor João!
Às 19h da última noite, entra em cena, no Seminário de Olinda, um senhor de óculos escuros e começa a improvisar no piano. Logo após a segunda música, César Camargo Mariano explica: "Estou bastante gripado e a gripe terminou se tranformando em uma sinusite, que resultou em um derrame no meu olho".
Apesar de não ter participado do encontro de músicos marcado para este domingo, o pianista melhorou de ontem para hoje e marcou presença na Mimo. Mariano creditou sua melhora rápida ao médico pernambucano João Veiga. "Eu estava que não me levantava da cama, então o doutor João Veiga chegou no hotel e levou tudo embora. Quando ele saiu eu já estava levantando da cama", contou o músico. "Ele é o cara", brincou.
Apesar de não ter participado do encontro de músicos marcado para este domingo, o pianista melhorou de ontem para hoje e marcou presença na Mimo. Mariano creditou sua melhora rápida ao médico pernambucano João Veiga. "Eu estava que não me levantava da cama, então o doutor João Veiga chegou no hotel e levou tudo embora. Quando ele saiu eu já estava levantando da cama", contou o músico. "Ele é o cara", brincou.
Referimo-nos a
César Camargo Mariano,
Dr,
João Veiga
As releituras especiais de Mariano
Foto: Marcelo LyraO premiado César Camargo Mariano não precisou de nada além de um piano para fazer a alegria das pessoas que lotavam o Seminário de Olinda no início da noite de hoje. A apresentação, que começou com um improviso feito pelo pianista, teve como segunda música, a que dá nome ao disco "Samambaia", de 1981, que Mariano afirmou ter marcado uma fase muito boa de sua carreira.
No repertório do músico, que também é produtor, releituras de Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barros, e de Setembro, de Ivan Lins e Vitor Martins. "Setembro é na minha opinião uma das mais bonitas obras que existem", defendeu. O bis ficou por conta da bossa nova, com o clássico Wave, de Tom Jobim.
Mariano também revelou que tocar na Mimo estava sendo uma experiência fantástica, pois há muito tempo que venho namorando o festival. "Estou muito feliz de estar aqui e muito feliz de estar pela primeira vez tocando em uma igreja. É incrível o clima de serinidade que reina aqui", completou.
No repertório do músico, que também é produtor, releituras de Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barros, e de Setembro, de Ivan Lins e Vitor Martins. "Setembro é na minha opinião uma das mais bonitas obras que existem", defendeu. O bis ficou por conta da bossa nova, com o clássico Wave, de Tom Jobim.
Mariano também revelou que tocar na Mimo estava sendo uma experiência fantástica, pois há muito tempo que venho namorando o festival. "Estou muito feliz de estar aqui e muito feliz de estar pela primeira vez tocando em uma igreja. É incrível o clima de serinidade que reina aqui", completou.
Referimo-nos a
7 de setembro,
César Camargo Mariano,
Pixinguinha,
Seminário de Olinda
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