Na hora de sair da Casa de Noca (vide post acima), chamamos* Hermeto Pascoal para brindar conosco e ele disse que o faria com prazer, mas não tomaria a cerveja pois tinha de dormir direito e voltar pro Rio hoje.
Respondi de bate pronto que não teria problema algum e eu assumiria o copo dele. Assim, bebi uma honrada cerveja e ganhei uma pitoresca história pra contar, mais preciosa que muitos autógrafos que eu pedisse.
***
* Chamamos eu e dois amigos que estávamos lá. O resto da equipe do blog estava em suas casas, postando e preparando-se para voltar à vida normal.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
Honrada cerveja
Referimo-nos a
Casa de Noca,
Hermeto Pascoal
História de bastidores

Foto: Beto Figueiroa
Clóvis Pereira contou uma curiosidade sobre como Hermeto Pascoal adquiriu desenvoltura no manejo de tantos instrumentos: um cunhado de Clóvis (marido de uma irmã sua) era o responsável pela guarda dos instrumentos da orquestra da Rádio Jornal, na década de 50.
Como esse cunhado gostava de Hermeto, e o "Zanoio"* por sua vez tinha muito tempo livre (já que só fazia bicos como sanfoneiro), ele liberava a chave e o deixava ficar treinando o quanto quisesse.
Clóvis lembra ainda que Hermeto e um irmão, os quais faziam trio com Sivuca, eram apelidados de "Los Hermanos Sivuca".
***
Zanoio é a alcunha que o próprio Hermeto utiliza pra si mesmo, inclusive nos autógrafos.
Referimo-nos a
Clóvis Pereira,
Hermeto Pascoal
Um show de homenagens
Muito simpático, o "doido", como foi chamado por Maestro Forró, prestou homenagem ao maestro Clóvis Pereira, pelo qual declarou ter sido muito influenciado. E não economizou elogios ao chamá-lo para o "palco".
Homenagem mesmo ele prestou ao frevo. Do início ao fim do seu show, o ritmo pernambucano foi citado, seja na voz de Hermeto, nas notas do saxofone ou na batida do caixa da bateria. Homenagem mais bonita ainda quando com a presença da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério e o Maestro Forró.
Referimo-nos a
Hermeto Pascoal,
Maestro Forró,
Orquestra Popular da Bomba do Hemetério
"O show foi sensacional"
Melhor definição não há para o show de encerramento da sexta edição da Mimo. As palavras foram do jovem guitarrista Gabriel Izidoro, da Banda de Joseph Tourton, mas representam a opinião de todos ali presentes. E não era pouca gente. Já no final da tarde, a fila que se formava para pegar o ingresso era de assustar. Na hora do show, parecia que estavamos em pleno sábado de Zé Pereira.
Nem o calor (para quem tava dentro da igreja), nem a chuva (para os que não conseguiram ingresso) foi capaz de dispersar o grande público, que pôde conferir um show para ficar na memória. Hermeto foi simplesmente sensacional!
O "velho mago" tocou todos os instrumentos imagináveis (e os inimagináveis também, vide solo de chaleira), conversou com o público e ainda recebeu a participação especial da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério. Ao final ainda desafiou o saxofonista Vinicius Dorin para um duelo entre sax e sanfona de oito baixos: "Tá com medo de mim é ?"
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
"O músico é a fonte da música"
Declaração de Hermeto Pascoal a José Teles no JC de hoje, digna de reflexão (ou de discussão):
“Até esta entrevista que estou dando para mim é música. Ouço música o tempo inteiro nas coisas que estão em volta de mim, por isto nunca ouço discos. Quando vou aí ao Nordeste fico ansioso para ouvir os sons tão ricos daí, mas me decepciono. É só funk, rock, não tem nada do Recife, um frevo, um forró. Agora a culpa não é de gravadora, nem de rádio que não toca. A culpa é do músico, porque eu não gravo nada ruim. Se você pega água de uma fonte e ela é ruim, o problema está na fonte. O músico é a fonte da música. Se ela é ruim, a culpa é dele”.
***
Em tempo, pergunto-me se Teles está vaticinando, no fim da matéria: "E preparem-se porque, de repente, Hermeto Pascoal pode cismar e dar o bis descendo a ladeira da Sé".
“Até esta entrevista que estou dando para mim é música. Ouço música o tempo inteiro nas coisas que estão em volta de mim, por isto nunca ouço discos. Quando vou aí ao Nordeste fico ansioso para ouvir os sons tão ricos daí, mas me decepciono. É só funk, rock, não tem nada do Recife, um frevo, um forró. Agora a culpa não é de gravadora, nem de rádio que não toca. A culpa é do músico, porque eu não gravo nada ruim. Se você pega água de uma fonte e ela é ruim, o problema está na fonte. O músico é a fonte da música. Se ela é ruim, a culpa é dele”.
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Em tempo, pergunto-me se Teles está vaticinando, no fim da matéria: "E preparem-se porque, de repente, Hermeto Pascoal pode cismar e dar o bis descendo a ladeira da Sé".
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