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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mais um concerto de homenagens

Sempre sorridente, o violinista Jerzy Milewski - ladeado pela esposa e pianista Aleida Schweitzer e pelo violoncelista Jorge Armando - mais uma vez conquistou o público da MIMO com seu bom-humor e virtuosismo em um programa constituído em sua maioria por transcrições inéditas de peças consagradas de Frédéric Chopin, feitas pelo pianista polonês Marek Żebrowski (diz-se Marék Jebróvski).

Mas além das transcrições da Mazurka, op. 67, do Cantabile, op. post, das Danças escocesas, op. 72 n° 3 e de outras partituras, o repertório contemplou também o interessante Trio, op. 8, uma das poucas obras chopinianas não escritas exclusivamente para piano, e duas peças que todo ano apresenta na MIMO:
Ungarisch, do romântico norueguês Johan Halvorsen, e Country in E, de Krzesimir Dębski (diz-se Cherchimir Demski), que envolve o público com aplausos puxados pelo pianista.

Jerzy ainda anunciou que Dębski concluiu recentemente um concerto para violino e orquestra que lhe foi dedicado e espera poder estreiá-lo em uma futura edição da Mostra.

No final da apresentação, tomado pelas lágrimas, o violinista pediu para Aleida falar ao público sobre a homenagem ao amigo Cussy de Almeida e então tocou um capricho sobre Carinhoso de Pixinguinha, escrito pelo maestro falecido em 23 de junho último. O bis ficou por conta de Tico-tico no fubá e Brasileirinho.

domingo, 5 de setembro de 2010

"Direito de resposta" e um Adagio como última música

Dentre as várias tiradas espirituosas que Jerzy Milewski proferiu durante o concerto do início da noite de hoje no Convento de São Francisco, houve o momento em que ele apresentou Jorge Armando, dizendo que o violoncelista era do Rio Grande do Sul. Jerzy perguntou com simpática malícia se o público imaginava em que cidade Armando nasceu. Todos foram induzidos a responder Pelotas, mas o pediu o microfone em "direto de resposta" e explicou amistosamente ao público que é natural de Porto Alegre.

***

E logo antes de tocar o Adagio sostenuto de Chopin, Jerzy exprimiu sua paixão pela obra: "Já disse várias besteiras hoje e vou dizer mais uma: Acho tão bonito esse Adagio que gostaria que ele fosse tocado no meu enterro". Foi a única frase do concerto sem despertar a alegria do público, porém todos entenderam depois da música o porquê desse desejo.