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sábado, 5 de setembro de 2009

Quase uma maravilha. Aliás, sempre uma maravilha


Foto: Beto Figueiroa

O Convento de São Francisco, em Olinda, e sua igreja anexa, onde se apresentou o Trio de Câmara Brasileiro ontem, foram candidatos na campanha para eleger as Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no mundo.

A outra candidata pernambucana foi a Capela Dourada, no centro do Recife. No entanto, essa campanha não foi divulgada no Estado por causa do comprometimento do governo com a das Sete Maravilhas Naturais, na qual estava Fernando de Noronha.

O resultado é que Pernambuco acabou não levando nem numa, nem outra. Mas nem por isso, as igrejas e paisagens do Estado deixam de ser maravilhas para aqueles que têm bons olhos.

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Quando entrarem novamente na Igreja do Convento de São Francisco, amanhã no concerto da pianista mineira Joana Boechat, prestem atenção nas paredes laterais, onde se encontra um dos mais belos e ricos registros em azulejo português no mundo, retratando a Via Sacra.

O CD não veio

Foto: Beto Figueiroa

Ao contrário do que se esperava, o CD "Saudades de Princesa", que traz todo o repertório apresentado pelo Trio de Câmara Brasileiro na noite de ontem, não foi disponibilizado para venda no evento. Os integrantes disseram que houve um contratempo, mas que voltarão ainda esse ano para fazer divulgação. Ok, vamos aguardar!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Para um grande compositor... grandes arranjos!

Foto: Beto Figueiroa

Quem compareceu ao Convento de São Francisco, na noite de hoje, para assistir à apresentação do Trio de Câmara Brasileiro, não se arrependeu. Embora já se soubesse que o repertório seria formado por canções do compositor Canhoto da Paraíba, ninguém podia prever a emoção que os arranjos executados pelas mãos do bandolinista Pedro Amorim, do cavaquinista Alessandro Valente e do violonista Caio Cezar iriam despertar.

O público apreciou, em primeira mão, três canções inéditas do paraibano: “Tem dó”, “Gaguejando” e “Entrando na bossa”. Enquanto os três instrumentistas se mostravam bastante à vontade “no palco”, as pessoas acompanhavam o ritmo dos choros com o balanço do corpo e, ao final, aplaudiram de pé a apresentação, que terminou com a música “Glória da Relâmpago”, um clássico de Canhoto da Paraíba.


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Impressões de quem viu e ouviu:

"Canhoto é um ícone na música instrumental brasileira e o Trio de Câmara fez uma apresentação a altura do compositor. Os arranjos, de difícil execução, exigem um nível técnico apurado. Foi coisa de primeira qualidade, posso garantir que não é qualquer instrumentista que pode fazer!"

Ledjane Sara, cavaquinista, bandolinista e professora de música do Colégio de Aplicação da UFPE.