segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Festa da Mimo
Um concerto de samba erudito
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| Foto: Marcelo Lyra |
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| Foto: Marcelo Lyra |
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| Foto: Marcelo Lyra |
Philip Glass e Tim Fain: o mestre e o aprendiz em concerto memorável
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| Crédito: Beto Figueiroa/SantoLima |
Enquanto o jovem promissor Fain emocionava os espectadores ao tocar os sete movimentos da Partita para violino solo, o preciso dedilhar do americano Philip Glass era de causar espanto. Seja em composições como The Orchard ou The French Lieutenant, um dos maiores músicos vivos, em atividade, ratificou o porquê de já ter conquistado um Globo de Ouro com a trilha do filme O show de Truman, de Peter Weird. Após cumprir o programa do concerto, Glass apresentou, ainda, mais três composições. Uma delas é, inclusive, um dos seus trabalhos mais conhecidos, intitulado Glassworks. Isso só não agradou mais do que ouvi-lo falar o idioma português, em todas as vezes que se dirigia ao público, com a ajuda de uma “cola” preparada, anteriormente, pela produção da MIMO 2011.
domingo, 11 de setembro de 2011
E todos queriam mais...

Um Seminário de Olinda completamente lotado, dentro e fora da igreja, teve a oportunidade de assistir ao que foi, sem dúvida, um dos melhores momentos da Mimo 2011. Engraçado é que a atração da noite já não era nenhuma novidade na programação. Nas oito edições da Mostra, Egberto Gismonti esteve em quase todas. Mas ontem foi diferente.

Com o seu bom humor costumeiro, Egberto aproveitou a apresentação de mais de duas horas de duração para saudar velhos amigos, apresentar ao público o seu filho Alexandre e também presentear a platéia com execuções perfeitas e gentilezas mil.
O show foi iniciado por um duelo entre pai e filho. Egberto e Alexandre travaram um duelo de arrepiar com a música “Mestiço e Caboclo”. Apesar do virtuosismo, tudo parecia ser bem simples. Enquanto Egberto destruía o violão de 14 cordas com uma técnica alucinante, ainda encontrava espaço para jogar sorrisos para a platéia e brincar com Naná Vasconcellos, que acompanhava o concerto da primeira fila da igreja.
Alias, a interação entre Gismonti e Naná foi um capítulo à parte. Primeiro ele ficava sempre trocando olhares e brincadeiras durante as músicas. Depois foi a vez de tentar convencer a filha de Naná, Luz Morena, a fazer uma participação especial tocando a música Água e Luz ao piano. E essa tentativa durou bastante tempo. Ao fim de cada música, Egberto ia ao ouvido de Luz Morena e tentava de alguma forma fazê-la perder a vergonha e acompanhá-lo ao altar/palco. Depois de inúmeras tentativas frustradas, ele decidiu fazer melhor: tocou a música inteira em homenagem à sua pupila (durante a execução, não tirou os olhos da garota nem por um segundo).
Sempre elogiando o festival, o público, seus convidados e a música, Egberto parecia estar em casa. Tanto é que acabou saindo um pouco do que estava programado e contemplou seus fãs com duas participações especialíssimas além do programado (Ana de Oliveira, ao violino, foi a única participação prevista na programação). Primeiro, chamou ao palco André Mehmari. O publicou adorou o dueto ao piano, com direito a execução a quatro mãos. Quando ele anunciou a entrada de Hamilton de Holanda, o Seminário de Olinda quase veio a baixo. Certo do que estava para presenciar, o público aplaudia num misto de entusiasmo e surpresa. E não foi pra menos. O duelo entre o bandolim de Hamilton e o piano de Egberto foi, sem dúvida, o ponto alto do show. Acompanhados atentamente pela igreja lotada, fizeram a festa de todos e abriram o caminho para o encerramento do espetáculo. Ao fim, retornaram ao palco Alexandre Gismonti e Ana de Oliveira para um encerramento belíssimo. Duas horas de show e ninguém ali parecia cansado. Todos queriam mais. Quem sabe no próximo ano!
Talvez alguns detalhes do concerto tenham sido esquecidos por conta de uma súbita amnésia pós festa da Mimo que acometeu os integrantes do Blog. Mais detalhes em breve!
Som mestiço
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| Foto: Divulgação |
Cinema: confira a programação da mostra Panorama Brasil para este domingo (11)
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| Orquestra do Som Cego. Foto: Divulgação |
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| Vanja Orico. Foto: Divulgação |
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| Gilberto Gil. Foto: Divulgação |
sábado, 10 de setembro de 2011
Depoimento - Dimitri Cervo
| Foto: Débora Zandonai |
Gotan Project transforma Praça do Carmo em pista de dança
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| Beto Figueiroa/SantoLima |
Ingressos para Egberto Gismonti
Cinema: Confira a programação deste sábado (10) da mostra Panorama Brasil
No pátio do Seminário de Olinda, a partir das 18h, tem início as exibições dos curtas "É muita areia pro meu caminhãozinho", dos paulistas Ana Paula Guimarães e Eduvier Fuentes Férnandez, e "À sua imagem e semelhança", do pernambucano Thiago Lira.
| Trecho de "É muita areia pro meu caminhãozinho". Foto: Divulgação |
O pátio da Igreja da Sé abrirá espaço às 19h para a exibição do média-metragem "Clementina de Jesus: Rainha Quelé", de Werinton Kermes. Por meio de depoimentos de nomes como Paulinho da Viola, João Bosco e Paulinho Vergueiro, o filme fala da importância de Clementina de Jesus para a história do samba e da música brasileira em geral.
Sonoris Fábrica
Daniel Gortler para ninguém botar defeito
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| Foto: Beto Figueiroa |
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| Foto: Beto Figueiroa |
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| Foto: Beto Figueiroa |
Pra ir aquecendo
O lobisomem de Olinda
Delicadeza e Sensibilidade
Egberto Gismonti é uma das grandes figuras da Mimo. Sempre presente nas programações, ele costuma surpreender o público ao apresentar repertórios, arranjos e formações sempre diferentes. E esse ano, deve fazer o mesmo. Pra começar, trouxe seu filho, Alexandre Gismonti, a tiracolo. Isso, por si só, já merece um destaque já que Alexandre é um virtuoso em seu instrumento, o violão. Como se não bastasse, ainda contará com a participação especial da violinista Ana de Oliveira, fechando o trio. Podemos então esperar um concerto de muita delicadeza e sensibilidade onde o equilíbrio entre o virtuosismo técnico e a sensibilidade estética será o ponto alto. O concerto acontece hoje, às 19:00, no Seminário de Olinda. Os ingressos podem ser retirados com uma hora de antecedência na Biblioteca Municipal de Olinda, na Praça do Carmo.
O som daqui, o som do mundo
Único pernambucano entre todos os artistas e grupos que se apresentam na Mimo desse ano, o Sonoris Fábrica deu ontem uma aula de versatilidade no Seminário de Olinda. Com integrantes cujas influências oscilam entre o armorial e o jazz-rock, o quarteto liderado pelo violinista Sérgio Ferraz conseguiu lotar a igreja e arrancar aplausos de um público formado predominantemente por jovens. E eles deram aula, explicaram as composições, falaram sobre as inspirações para compor e ainda por cima deram um show de técnica e entrosamento.
Apresentando o repertório do seu novo álbum, homônimo, o Sonoris Fábrica passeou entre ritmos regionais como o frevo, o maracatu, o xote e o baião, variando entre pegadas mais jazzísticas, mais regionalistas ou com mais groove. Ainda contou com o toque ibérico do flamenco, presente na música Tango Flamenco, do violonista Leonardo Mello.
Para quem esperava algo parecido com o trabalho que Sérgio Ferraz desenvolve com Joca Madureira, foi uma surpresa. Apesar das influências serem as mesmas, no Sonoris, Sérgio deixa transparecer o seu lado mais suingado, ficando livre para confundir o público entre a definição de um jazz com sotaque ou um baião “agringalhado”.
Um dos momentos mais fortes da apresentação é quando tocam a música de autoria de Leonardo Mello, A feira. Durante os doze minutos de duração, os quatro componentes se revezam como solistas e podem “se amostrar” um pouco. Ao fim do concerto, fica aquela sensação de que o bairrismo pernambucano, tão exaltado em alguns momentos, não existe na Mimo. O Sonoris Fábrica não está ali apenas para representar o Estado. Aliás, uma das melhores características da música apresentada nos palcos da Mostra é que ela não é marcada pela localização geopolítica, mas pela qualidade estética e relevância cultural. Quando o som é bom, não importa se é pernambucano, paulista, francês ou malês. E todos ganham com isso.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
DJ 440 e o cineasta Thiago Lira comentam apresentação da Gotan Project
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| Crédito: Divulgação |
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| Crédito: Divulgação |
“Confesso que nunca tinha escutado falar na banda Gotan Project até a divulgação da MIMO 2011. Achei interessante a mistura do som deles. Adicionaram o “eletro”, mas não perderam a essência e harmonia do gênero tango. E isso é bastante positivo e difícil de fazer também. As interações com vídeos também são muito bem executadas. E pelo que andei observando, eles primam por imagens bem produzidas”. (cineasta Thiago Lira)
O DJ 440 ou Juniani Marzani é pesquisador de raridades musicais. Ele mora em Olinda e atua como disc jockey desde 1997// O cineasta Thiago Lira participou da programação de cinema da MIMO 2011 com o documentário À sua imagem e semelhança.
Confira o vídeo que o Blog da MIMO 2011 fez da apresentação da banda Gotan Project em Olinda, ontem:
Depoimento - Ivan de Andrade
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| Foto: Divulgação |




















