quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pra quem perdeu...

Pra quem não foi ao concerto de ontem de Délia Fischer, aí vai uma mostra do que ela apresentou. O show foi maravilhoso e o vídeo serve pra vocês verem o que perderam!


Jam session no Mercado da Ribeira


Foto: Marcelo Lyra

Trazer um laboratório musical para o palco tornou-se possível com a apresentação do Parahyba Art Ensemble nesta terça (07), no Mercado da Ribeira, às 18h. Digamos assim: o guitarrista Chico Correa conseguiu alinhavar diversos meandros num só tecido sonoro, colocando samples e instrumentos um ao lado do outro. Fora as mixagens, realizadas sem prévio ensaio. 

Foto: Marcelo Lyra

Quem esteve por lá, além de evitar o estresse de garantir senha, já que o espaço era a céu aberto, pôde conferir um som mais experimental, típico de jam session. Prometeram improviso, improviso levaram para o palco. Contudo, dava para entrever no resultado da mistura resquícios de jazz e ritmos nordestinos. Como também haviam prometido, imagens abstratas sobrepunham-se à performance dos artistas; Chico Correa revelou que a estratégia partira do VJ Spencer, que gostava de criar ambiência com luzes. 

Sorteio de convites [2]

Começou o novo sorteio de convites da MIMO 2011.

Para concorrer às senhas das apresentações do Duo Sonoris Fabrica e de Alex Tassel (um par para cada), sexta (09), escaneie e nos envie uma senha ou programa de concerto ou fôlder de qualquer edição anterior da MIMO.

Nossa recomendação é que você comente primeiro, para garantir a transparência, e depois garanta o envio do arquivo em no máximo uma hora. O e-mail é pb_amaral@hotmail.com.

[Não participam vencedores dos sorteios anteriores e o horário limite para aderir ao sorteio é a zero hora do dia 09, sexta-feira]

A bênção, maestro

Foto: Kalline Costa
A mostra internacional de música de Olinda esse ano parece enfim, fazer a merecida e devida homenagem ao Maestro Moacir Santos. O pontapé inicial dessa série de culto foi dada hoje no Seminário de Olinda com a performance do Trio 3-63. Esbanjando bastante elegância e requinte, os músicos iniciaram a apresentação com Coisa n°1 seguindo com outros sucessos de Moacir. Suspensa temporariamente a homenagem, o trio deu vez às suas composições autorais e alternou compositores clássicos que tiveram inspiração no folclore nordestino. Lundu Característico, de Joaquim Callado e Inúbia do caboclinho, levantaram o público com o típico balanço dos festejos interioranos.


Foto : Kalline Costa
A partir daí, todas as músicas executadas até o final tiveram a flauta de Andrea Ernst Dias como protagonista, conduzindo o concerto com maestria e sutileza . Sequenciando o repertório, o 3-63 passou por Tom Jobim até novamente retomar Moacir Santos e finalizar com algumas inéditas do maestro. O destaque final ficou com Sambatango, nome mais apropriado para o que a canção representa: um samba e um tango, que funde toda a alegria de um com a dramaticidade do outro.

Ela é toda alegria




Dona de um carisma ímpar, Délia Fischer iniciou seu show explicando o porquê daquela homenagem. Em seguida, preveniu o público de que o repertório apresentado ali seria baseado principalmente na fase mais popular de Egberto Gismonti. Músicas, portanto, onde o caráter experimental de sua obra recente é substituído por canções que bebem nos ritmos populares e melodias mais fáceis (ou menos difíceis).

Acompanhada por uma banda impecável, Délia passou a esbanjar maestria, hora como instrumentista, hora como cantora. Distribuiu elogios à produção do evento, à paradisíaca Olinda e aos seus músicos maravilhosos (cada um tocando o seu instrumento e fazendo graça com mais alguns – como o baterista, que também faz percussão vocal e se arrisca no trompete). E por fim, encantou o público que lotava a Igreja do Rosário dos Pretos com sua magia. A alegria e a delicadeza ao tocar cada uma das músicas de seu mestre maior estavam estampadas no sorriso de Délia e dos seus músicos acompanhantes. Com uma presença de palco (altar, pra ser mais exato) de chamar atenção, ela não se conteve apenas a frente do teclado. Saiu do seu banquinho e foi para o meio da cena para cantar, bater palmas e reverenciar o público. E em uma frase, cantada numa música de Egberto, ela resumiu bem o seu show e o seu estado de espírito: “Hoje eu estou satisfeito. Cheguei, graças a Deus. Não há ninguém mais feliz que eu”.
Fotos: Rafael Moura

Depoimento - Fred Lyra

O guitarrista, violonista, compositor e estudante de música da UFPE Fred Lyra, vencedor do primeiro sorteio de senhas do Blog da MIMO este ano, preparou a nosso convite um relato sobre a apresentação de abertura da MIMO 2011, com o violoncelista francês Vincent Segal, que já trabalhou ao lado de nomes como Cezária Évora e Sting, e o tocador de cora malinês Ballaké Sissoko, quem nesta quinta pela manhã fará seu primeiro workshop na vida (confira o horário e o local).

Acho que o concerto de hoje [quarta] à noite foi de uma profundidade imensa. Um dos mais densos que já assisti em 8 anos de MIMO. A interação entre os músicos foi impressionante, com os dois instrumentos realmente soando o tempo todo juntos. O resultado sonoro do somatório dos dois instrumentistas era o que importava. Não havia espaços para exibições ou duelos de ego: era realmente a música que importava.

Muito interessante a variação e a capacidade de criar ritmos de ambos os instrumentistas, era tão rico que o tempo todo se imaginava e "escutava" a percussão por trás do violoncelo e da kora. Segal mostrou muita habilidade com os harmônicos, criando várias melodias e também acompanhamentos com essa técnica, algumas vezes soando como uma flauta. Sissoko extraia da kora algumas sonoridades graves, em momentos surpreendentes, literalmente de "matar". Foi interessante a MIMO iniciar com um concerto tão denso e de difícil acesso.

Fred Lyra

Você também pode enviar seu depoimento (sobre qualquer atração da MIMO 2011) para o e-mail pb_amaral@hotmail.com.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe: a mais antiga dedicada à santa no Brasil

Apesar de não fazer parte dos espaços que abrigam os concertos da MIMO 2011, vale a pena os espectadores do evento visitarem a Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe. Ela é uma das poucas da América do Sul que se dedica à padroeira do México. No Brasil, é a mais antiga. Construído por causa da devoção de homens pardos libertos ou escravos da Vila de Olinda, no início do século 17, o templo apresenta fachada simples e é composto por uma única torre sineira e três portas que dão acesso ao altar principal. Por meio de outras duas, o visitante chega à sacristia. Na parte superior, a construção é integrada por cinco janelas com varanda. O altar-mor é em madeira trabalhada. No centro dele, um quadro da santa que veio do México. O teto também é pintado com a imagem de Guadalupe.
                                                                                                                                                       Crédito: Vivis Souza


Serviço:
Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe
Quando: de terça a sexta-feira, das 14h às 17h
Onde: Praça Miguel Canuto, s/n – Guadalupe, Olinda
Mais informações: (81) 3429.1914


Improviso prevalece na apresentação do Parahyba Art Ensemble

O coletivo Parahyba Art Ensemble, que se apresenta hoje, às 18h, no Mercado da Ribeira, tem como lema a experimentação de linguagens. Partindo dessa premissa, garante nada mais nada menos que o improviso tome conta de seu repertório. Ou seja, o público deve estar preparado para ser surpreendido com o choque de tendências. Sob a batuta do guitarrista Chico Correa, o instrumental encontra os sintetizadores, assim como os artistas brasileiros juntam sua experiência aos internacionais. O som torna-se atemporal e distante de possíveis classificações. As influências, contudo, são claras: jazz, free jazz, eletroacústica, música nordestina. Mas não param por aí (e nem poderiam). De resto, imagens projetadas sob o palco prometem dilatar essa experiência sonora. Fazem parte da banda o baterista americano Gregg Mervine, o multiinstrumentista belga Henry Krutzen, o francês Didier Guigue nos sintetizadores e flauta baixo, o DJ Guirraiz, o trompetista alemão Burgo, o baixista Mateus Alves e o VJ Spencer.

Concerto: Parahyba Art Ensemble
Onde: Mercado da Ribeira
Quando: hoje, às 18h

Pra aquecer

Pra quem não aguenta mais esperar, aí vai um aquecimento do que a gente vai curtir hoje lá na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Olinda.






Pra quem não sabe chegar lá:



Exibir mapa ampliado

Ballaké Sissoko e Vincent Segal prometem fundir tempo e espaço diferentes na Igreja da Sé

Crédito: Divulgação
A ideia de tocar e gravar o álbum Chamber Music surgiu quando o malinês Ballaké Sissoko assistiu a um concerto do duo em que o francês Vincent Segal formou com o baterista e percussionista alemão Cyril Atef. Naquele momento, nascia uma parceria que fundiria o tempo e espaço que os dois artistas representam. Afinal, Sissoko toca o kora, instrumento ancestral africano. Enquanto Segal, o barroco e europeu violoncelo. Na noite de hoje, quem for à Igreja da Sé conferir a apresentação da dupla, grande atração desta quarta-feira, no espetáculo Música de Câmara, poderá verificar a conjugação desses momentos diferentes da história mundial nas dez músicas de autoria do africano.

A canção que dá nome ao álbum será a primeira executada. Difícil não "entrar em transe" com os solos envolventes de Segal nessa composição. No entanto, a áurea instaurada por ele poderá ser quebrada por músicas como Ma-Ma FC. Nela, o intimismo fica em segundo plano em relação à técnica no manejo das cordas que compõem os instrumentos dos dois artistas. A exibição termina com a cadência folclórica da faixa Mako Mady. Depois do concerto, dificilmente alguém terá dúvidas de que assistiu a uma verdadeira apresentação do gênero world music - o mesmo que apareceu, de repente, algum tempo atrás, nas prateleiras das poucas lojas de música da cidade do Recife.
Serviço:
Espetáculo Música de Câmara - Ballaké Sissoko e Vincent Segal

Quando: quarta-feira (07), às 20h30

Onde: Igreja da Sé

Quanto: distribuição de senhas de acesso a partir das 18h, na Biblioteca Pública de Olinda (em frente à Praça do Carmo)


Confira a canção que abre a apresentação de Ballaké Sissoko e Vincent Segal hoje:



Filhos de João



Banda, time de futebol, bloco carnavalesco e “sociedade alternativa”. Um pouco de cada e uma mistura dos três formava o clã dos Novos Baianos, uma das bandas mais influentes dos anos 70 e cujo repertório se mantém atual mesmo após décadas de sua criação. Inspirado e influenciado por eles, o diretor Henrique Dantas decidiu produzir o documentário Filhos de João: o admirável mundo novo baiano.

Apoiado principalmente em depoimentos dos integrantes e de pessoas próximas ao grupo, o longa, que será exibido hoje, às 19:oo, no pátio da Igreja da Sé, faz uma retomada ao estilo de vida escolhido pelos jovens baianos para mudar o rumo da música popular brasileira.

O filme começou a ser produzido há 12 anos como um trabalho de conclusão de curso. Após muita luta, Dantas conseguiu financiamento para transformá-lo no documentário que poderemos conferir hoje. Os destaques vão para os depoimentos de Morais Moreira e Pepeu Gomes, integrantes dos Novos Baianos, e para as falas engraçadas de Tom Zé, amigo próximo.

Com tudo que deve ter um bom documentário, Filhos de João, é um convite irrecusável para adentrar no mundo dos Novos Baianos.

O Mar de Lia


O Mar de Lia, curta documental de Hanna Godoy, apresenta aos expectadores o mundo encantado de um dos nomes mais representativos da música pernambucana: Lia de Itamaracá. Cantora de côco, ritmo típico do litoral em que o mar é um dos temas mais recorrentes. Com um lirismo poético, a diretora consegue, em seus pouco mais de doze minutos, nos mostrar o que tem de mais belo e encantado nos personagens e nas suas canções.

O filme foi lançado em 2010 e integrou a programação da Mostra Pernambuco do CINE-PE daquele ano. Na Mimo Cinema 2011, ele será exibido hoje, às 18:00, no pátio do Seminário de Olinda, na sequência de Concerto para Heloísa.

Homenagem ao folclore brasileiro


Artistas com referências folclóricas brasileiras fazem parte do repertório incorporado pelo Trio 3-63 que se apresenta logo mais na Mimo. Os competentes músicos instrumentais anunciam seu show introduzindo uma homenagem ao Maestro Moacir Santos, iniciando a festa com a elegante “Coisa nº1”. A homenagem ao maestro segue com a releitura das inéditas “Isto é bom”, “The beautiful life” e “Love go down”. Na segunda metade do espetáculo, o trio transita de Tom Jobim à Luiz D’anunciação, dando muita vivacidade a belíssima e folclórica “A inúbia do caboclinho” de Guerra Peixe, mostrando que compositores eruditos e populares podem fazer parte de um mesmo repertório, somando-se para uma audição única e livre de qualquer rótulo. Sempre buscando uma identidade musical brasileira nas suas apresentações, Andrea, Paulo, Marcos são músicos de altíssimo nível e que têm a cabeça no mundo, mas com os pés fincados nas raízes mais populares do nosso país.

Concerto: Trio 3-63
Local: Seminário de Olinda
Horário: 19:00h 

Concerto para Heloísa



Um bateristas, quatro bandas e muito, mas muito barulho no quintal de casa. Não há vizinho que agüente. Esse é o ponto de partida para o curta-metragem Concerto para Heloísa, documentário que será exibido hoje, às 18:00, no pátio do Seminário de Olinda.

O filme, dirigido por Pedro Moscalcoff, o Mosca, de São Paulo, conta a história de Biel, um baterista que utilizava um estúdio improvisado em sua casa para ensaiar com suas quatro bandas. Dos ensaios, além de surgirem nova idéias e novos arranjos para suas músicas, surgiam também novas reclamações a cada dia. A principal reclamante: sua vizinha Heloísa.

Quatro dias por semana ela era obrigada a ouvir aqueles ensaios “repetitivos e barulhentos”, sempre seguidos de cartas e telegramas com reclamações. Eis que depois de uma conversa entre os dois na calçada de casa, surge uma idéia: criar um festival de música reunindo as 4 bandas de Biel para arrecadar fundos e, com um isolamento acústico, acabar com os problemas de Heloísa.

Ponto de Fuga

Um ponto de fuga, um conto de fada, um sarau. Um céu na gaveta, um sinal de vida, um degrau - obrigatório para quem quer viver a música popular brasileira. Um clarão! Guinga é um clarão bem em frente aos olhos dos que insistem em matar a canção. É uma rima solta, um verso livre, uma luz de assombração. Num gesto de susto, parece estar só, mas não. Parece ser fácil, ilusão... Carrega num cesto de sonhos a beleza de um vitral, a força de um trovão e o aconchego de um quintal da casa do Vô. Faz parecer belo o habitual. Faz parecer fácil o salto no breu. Faz d’arraia miúda poesia... Guinga é da vida, é da villa, é de casa... e ponto final. Pode entrar.


"Tive vontade de trocar o meu universo pelo dele". Paco de Lucia

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Guinga se apresenta hoje, às 18:30, no Parque Dona Lindu, em Recife, acompanhado pela Orquestra Sinfônica do Recife, sob regência do maestro Osman Gioia

Homenagem ao mestre

Prepara os ouvidos que a festa já vai começar. E pra abrir esta celebração da boa música, nada melhor que uma homenagem em grande estilo. Ela chega contando suas histórias e as dele também. São contos e cantos de loucos e heróis, palhaços e lunáticos, pássaros e passistas. Como num sonho, onde frevo, maracatu, samba e baião podem compor o mesmo show, ela faz sua reverência. Saudações! E aí começa um outro olhar sobre quem já foi o tal... e continua sendo. Sem decidir se fica ou se vai, segue seu caminho pendular, entre seu ídolo maior e um auto-retrato musical. Apesar do desafio, ela não se deixa intimidar. Dedos e garganta muito afiados, Délia se lança na ousada tentativa de exaltar aquele que desde o início a fez pensar e sentir a música como um desafio pessoal. Homenagem feita, pode começar a festa. Fim do primeiro ato.

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Délia Fischer se apresenta hoje, às 18:00, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Olinda, com um repertório em homenagem a Egberto Gismonti.


Vencedor do sorteio [1]



Quem ganhou os dois pares de senhas, já que mandou foto e autógrafo e também foi o único que se dispôs a concorrer neste sorteio, foi o músico Fred Lyra (à direita, de óculos). Nas imagens vocês conferem o encontro pós-concerto dele com Egberto Gismonti e Quinteto de Cordas na MIMO 2006.

Fred vai acompanhar as apresentações de Ballaké Sissoko e Vincent Segal, hoje, e de Arthur Verocai amanhã.

Consulado Geral da França no Recife apoia a MIMO e anuncia novidades para 2012


Quem acompanha o cenário cultural de Olinda e Recife observa que o Consulado Geral da França no Recife destaca-se sobremaneira por seu apoio a eventos de circo, dança e música (clássica, jazz, indie rock ou popular). Em rápida conversa com o Blog da MIMO, Pierre Fernandez, adido de cooperação e ação cultural do consulado, elogiou em especial o nível de produção cultural das duas cidades, que tem justificado o incentivo: "Considero que Recife e Olinda estão numa dinâmica muito boa nas questões culturais em geral e na música em particular. É provavelmente a parte do Brasil que sabe melhor articular tradição e modernidade".

Pierre explicou que o Consulado Geral da França no Recife apoia a MIMO 2011 através da viabilização de pagamento (total ou parcial) de cachês de artistas franceses presentes no evento e do serviço de tradução dos workshops, mas que pretende aumentar esse apoio a partir do ano que vem, providenciando, além da vinda de artistas, uma parceria pedagógica com o Festival Jazz In Marciac, incluindo o intercâmbio entre os produtores desse festival e da MIMO.

André Oliveira, um dos diretores artísticos da MIMO, já se fez presente em Marciac este ano - dando início ao intercâmbio - e vai relatar ao Blog da MIMO todas as novidades. Fiquem de olho.

Baixista do Parahyba Art Ensemble lança CD [2]

Confira a capa e as obras do CD Mateus Alves - Música de câmara e orquestral, que será lançado este mês:



1. Quinteto de Madeiras n° 1 (Granola)
2. Quarteto de Metais
3. Quarteto de Cordas n° 1
4. As Duas Estações Nordestinas, para orquestra sinfônica


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Clementina de Jesus, a Rainha Quelé, é evocada em documentário


Clementina de Jesus, a Rainha Quelé. Foto: Divulgação

A trajetória da Rainha do Partido Alto Clementina de Jesus será exibida no documentário "Clementina de Jesus: Rainha Quelé", neste sábado (10), às 19h, no pátio da Igreja da Sé. Sob direção de Werinton Kermes, o filme traz depoimentos de Paulinho da Viola, Cristina Buarque, Carlinhos Vergueiro, dentre outras figuras que trabalharam com a cantora. O blog oficial do vídeo traz registros do making of e da repercussão na imprensa.

Clementina de Jesus acompanhou de perto a fundação e o desenvolvimento de uma das mais tradicionais escolas de samba do país, a Portela. Foi por meio dessa aproximação que garantiu o apelido de Rainha do Partido Alto. Teve também papel fundamental na preservação dos ritmos afro-brasileiros, como os corimás, jongos e cantos de trabalho. Artistas como Milton nascimento, João Bosco e Alceu Valença fizeram questão de garantir sua participação em faixas de seus discos. Para a MPB, Clementina evocava as raízes africanas do Brasil.

Você sabia?


Cralos Dafé, um dos convidados a fazer participação especial na apresentação de Arthur Verocai foi um dos grandes representantes da Soul Music brasileira ao lado do cantores como Tim Maia, Gerson king Combo e banda Black Rio. O músico também possui um projeto em homenagem ao álbum Tim Maia Racional, considerado um dos maiores discos do gênero, denominado Instituto.

Confira Dafé cantando no instituto ao lado da atriz e cantora Thalma de Freitas:

Curso de regência da Mimo atrai maestros de todo o País



Um dos mais consagrados maestros brasileiros está em Pernambuco, participando da Mostra Internacional de Música de Olinda (Mimo). E na passagem de Isaac Karabtchevsky, alunos de todo o país vieram apreender a arte da regência. 

A primeira aula não foi exatamente um concerto, mas foi extremamente importante para os 14 maestros que se inscreveram para subir ao palco. "É fundamental para a gente poder se capacitar e cada vez aprender mais com um maestro com a experiência, por exemplo, do Isaac Karabtchevsky. É fundamental para a gente beber dessa fonte”, destacou o maestro José Renato Accioly.

Quando o maestro Isaac Karabitchevsky chega ao palco do teatro, a Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, do Rio de Janeiro, já está preparada para a aula. Ela veio ao Recife exclusivamente para participar do curso de regência da Mimo. E Isaac Karabitcheveski gosta de ensinar. "Esse curso visa dar subsídio a esses jovens de praticar seus instrumentos de trabalho e moldá-lo, de criar sua própria sonoridade através de um contato regular com os músicos de uma orquestra sinfônica.”

Um a um, os maestros inscritos fazem sua participação. Eles escolheram  uma entre três músicas oferecidas pela coordenação e têm 11 minutos  para reger a orquestra sob o olhar super atento do maestro maior, que também faz interferências.

É desafiador, mas isso atrai gente de longe. Leonardo David, maestro no Espírito Santo, veio a Pernambuco para fazer o curso. E não é a primeira vez. "Já é o terceiro ano que faço. A primeira vez que fiz esse curso foi em 2008 e todo ano eu volto aqui porque é uma oportunidade maravilhosa estudar com um maestro tão respeitado, tão experiente e tão bom professor.”

Leandro Schaefer veio do interior do Rio Grande do Sul, para participa do curso de regência da Mino pela quinta vez. “Para mim é o momento que me recarrega as energias para um ano inteiro e ter a oportunidade de trabalhar um repertório sinfônico frente a uma orquestra profissional, como a orquestra Sinfônica de Barra Mansa, e sob orientação do renomado maestro Isaac Karabtchevsky  é um  privilégio enorme

Mais que receber uma aula super exclusiva de um dos mais importantes maestros brasileiros. Oito alunos serão selecionados por Karabitchevsky e terão a oportunidade de mostrar o talento ao público no próximo domingo.

Eles irão assumir a batuta diante da Orquestra de Barra Mansa num concerto que fará parte da programação da Mimo, às 11h no Seminário de Olinda. Para acompanhar o resultado dos alunos, não é preciso pagar.

Fonte: pe 360 graus 

Dica da Mimo

Lembre-se que alguns dos ateliês de artistas plásticos em Olinda são abertos permanentemente. Neles, você pode comprar, esculturas, quadros e peças de louça a preço especial, tirar fotos do lugar e ainda conversar com os anfitriões sobre suas obras.

Começa amanhã!!!

Foto: Rafael Moura

Tudo pronto para receber a oitava edição da Mostra Internacional de Música em Olinda. A partir de amanhã começa a jornada de 5 dias com um total de 26 apresentações musicais, 10 sessões de cinema com exibição de 4 longas, 2 médias e 7 curta metragens, além de workshops, palestras, oficinas e cursos de regência. Centenas de pessoas fazem parte dessa produção que mobiliza 3 cidades para prestigiar arte de alta qualidade.

Lembrando que a etapa educativa já começou!

Você sabia?

...Que o documentário Orquestra do som cego, dirigido por Lívio Tragtenberg, retrata a história de um grupo de músicos de rua deficientes visuais criado pelo próprio cineasta e músico?

Sorteio de convites [1]

Está valendo:

Você já esteve em outras edições da MIMO ou já pegou um autógrafo de um artista que tenha se apresentado na Mostra?

Então resgate uma foto desse concerto ao qual você foi (em que você e o artista apareçam) ou escaneie o autógrafo onde conste seu nome. Não se esqueça de dizer o ano da presença do artista na Mostra.

Os dois primeiros que comentarem e enviarem o arquivo escaneado, ganharão nesta ordem:

1. Um par de ingressos para a apresentação de Ballaké Sissoko & Vincent Segal - dia 07 às 20h30
2. Um par de ingressos para a apresentação de Arthur Verocai - dia 08 às 20h30.

Nossa recomendação é que você comente primeiro, para garantir a transparência, e depois garanta o envio do arquivo em no máximo uma hora. O e-mail é pb_amaral@hotmail.com.

Quem ganhar, NÃO pode concorrer nos sorteios seguintes. Boa sorte.

[Promoção encerrada ao meio dia de 07 de Setembro].

Bloco da Pitombeira realiza primeira prévia do Carnaval de Olinda nesta quarta

O público da MIMO 2011 poderá conferir, nesta quarta-feira (07), a primeira prévia do Carnaval de Olinda com o Bloco da Pitombeira. A agremiação é uma das mais famosas da festa popular e completa 65 anos no ano que vem. A concentração será na sede do bloco, às 17h, na rua 27 de janeiro, no Sítio Histórico de Olinda.

Etapa Educativa da MIMO 2011 oferece conhecimento musical a mais de mil participantes

Crédito: Divulgação
A Etapa Educativa da MIMO 2011 é o momento em que o público da mostra tem a oportunidade de aprender um pouco mais de música com nomes experientes do Brasil e do exterior. Com a coordenação da violinista Ana de Oliveira e do violonista pernambucano Caio Cezar, as atividades se dividem em workshops, master classes, oficinas de formação de orquestra, curso de regência e o programa MIMO para Iniciantes, que leva música às escolas da periferia da cidade. Reunindo o público de todas elas, o número de participantes ultrapassa o de mil pessoas.

Crédito: Divulgação
Nos workshops, artistas escalados para a MIMO 2011 ministram aulas e apresentam aspectos relevantes da sua técnica musical e carreira. As lições serão realizadas no Conservatório Pernambucano de Música (com), Centro de Educação Musical de Olinda (CEMO) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Nesta sexta-feira (09), por exemplo, o músico carioca Egberto Gismonti ministra o curso "Música: o passado é lição para se meditar, não para se reproduzir". Enquanto isso, as master classes exigem um pouco mais de técnica dos participantes: cinco anos de estudo musical atestados em seus respectivos instrumentos. Nelas, os professores Tim Fain e Daniel Gortler trabalham, individualmente, com cada executante, o seu repertorio indicado para violino e piano, respectivamente.

Crédito: Divulgação
Dirigido pelo maestro Isaac Karabtchevsky, o Curso de Regência conta com uma orquestra sinfônica à disposição dos participantes durante os seis dias de estudo. No final do curso, serão selecionados oito executantes para assumir a batuta e reger o concerto da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa no último dia de apresentações da MIMO 2011, no domingo (11). Nas Oficinas de Formação de Orquestra, músicos experientes coordenam aulas dinâmicas, em grupo, durante uma semana. No final, apresentam os resultados em um concerto também. O estudo de cordas friccionadas, dedilhadas e de madeira compõe as atividades da oficina.

Crédito: Divulgação
Pela sétima vez consecutiva, a dupla formada pelo violinista Jerzy Milewski, polonês naturalizado brasileiro, e da pianista catarinense Aleida Schweitzer, apresentam panorama da música ocidental a crianças de 5 a 10 anos da rede pública de ensino de Olinda. No programa Mimo para Iniciantes, os principais compositores do mundo, eruditos e também populares, são apresentados aos estudantes. Dessa vez, o programa homenageará o compositor moderno russo Stravinsky (1882-1971). As aulas são sempre fechadas e dedicadas, exclusivamente, aos alunos das escolas selecionadas. A programação completa da Etapa Educativa da MIMO 2011, além dos aprovados para participarem de suas atividades, podem ser conferidos no endereço eletrônico http://www.mimo.art.br/step_educational.


Assista ao video em que a cantora Alessandra Leão comenta a Etapa Educativa do ano passado:





Forte de São Francisco renovado para visitação

Crédito: Divulgação
O público da MIMO 2011 tem um dos principais pontos turísticos da cidade novinho em folha para visitação. O Forte de São Francisco, mais conhecido como Fortim do Queijo, foi revitalizado neste ano. Um pouco mais de dois milhões de reais foram investidos no monumento, por meio do programa Monumenta, parceria entre a prefeitura da cidade e o Ministério da Cultura. A área ganhou espaços para eventos, áreas de convivência e recreação, além de equipamentos de ginástica, novo desenho viário, calçamento, paisagismo, iluminação e estacionamento. O Forte data do século 18. Até a década de 30 do século passado, era utilizado para proteção da costa do município. Em 1984, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A construção assemelha-se a de outras fortalezas coloniais, com arquitetura simples e rústica. O Fortim do Queijo está localizado na Rua do Sol, bairro do Carmo, a poucos metros do Convento de São Francisco e às margens do Oceano Atlântico.

Nome da Gotan Project tem origem em dialeto argentino

Crédito: Divulgação
Gíria na Argentina é assunto sério. A origem do nome da banda Gotan Project, por exemplo, vem da inversão das sílabas da palavra tango, seguindo o costume do lunfardo, “dialeto” argentino, de pronunciar as palavras de trás para a frente. O jornalista Ariel Palacios já comentou o assunto em seu blog, no site do jornal Estado de São Paulo. Na publicação, ele conta que o Lunfardo surgiu na virada do século 19 para o 20, com a chegada dos imigrantes italianos na Argentina. Hoje, a variação da língua da região conta até com instituição que estuda o modo coloquial de falar em Buenos Aires e outras cidades do país: a Academia Porteña del Lunfardo, fundada em 1962. Atualmente, letras de tangos e, até dos rocks argentinos, contam com vasto vocabulário do lunfardo.