sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Feriado é dia de Arnaldo Baptista!


Gênio inegável da música brasileira, Arnaldo foi a espinha dorsal dos Mutantes permanecendo no conjunto até “O a e o Z” (apesar do álbum ter saído apenas em 1992, as gravações reais datam de 1973). Logo na sequência, encara um período difícil na sua carreira e vida pessoal, mergulhando em um mundo profundo, obscuro e só dele - lugar onde quase ninguém era capaz de chegar -. Eis que em 74’ um “boom” na vida do músico ecoava, ao lançar uma das maiores obras-primas do legado musical, o Lóki, disco que consagrou o músico após a saída dos Mutantes, arrancando muitos elogios da crítica, principalmente pela maneira verdadeiramente nua e despida de qualquer vaidade que esse álbum foi feito. Tornando-se um retrato visceral de tudo aquilo que havia vivenciado até o momento.

Quatro décadas depois, o eterno mutante volta aos palcos em seu concerto intimista “Sarau, o Benedito?”.  A apresentação promete arrebatar os corações dos fãs recifenses que esperaram 5 anos desde a última estadia do músico na cidade, em 2007 no festival Abril pro Rock, ainda ao lado dos Mutantes.

Para essa turnê, Arnaldo realizou um desejo próprio de somar o trabalho musical ao de artista plástico que há muitos anos faz parte do seu cotidiano. Serão projetados em telões alguns dos quadros que o compositor pintou ao longo de sua vida, oportunidade para o público conhecer também uma outra vertente artística que pulsa dentro deste talentoso músico. No repertório estão alguns clássicos dos Mutantes como “Balada do louco”; várias do lóki, a exemplo de “cê tá pensando que eu sou lóki” e “Não estou nem aí”; alguns covers como Beatles, The Mamas and the Papas, Elton John e também inéditas que estão para ser lançadas em disco novo como “I don’t care”. Tudo isso acompanhado apenas de um piano de cauda, instrumento que se dedica além do contrabaixo (Gibson, é claro!)

Hoje o dia é dele, o feriado no Recife chegou para receber seu mais ilustre visitante: Arnaldo Dias Baptista, nosso eterno mutante. 

CONCERTO | Arnaldo Dias Baptista em Sarau o Benedito?
DATA | 07/09
HORÁRIO | 18:30 hs
LOCAL | Teatro Santa Isabel

Mostra MIMO de Cinema - Curtas do dia

A Mostra MIMO de Cinema segue hoje no seu terceiro dia. Quem chegar no Seminário de Olinda, irá assistir a partir das 18hs os seguintes curtas metragem:

Celeste, de Rodrigo Grota 

"Uma confissão e uma canção."
Fic | 3min | 2012 | Londrina/PR | Livre
Direção: Rodrigo Grota / Produção: Kinoarte - Filmes do Leste / Roteiro: Rodrigo Grota / Fotografia: Guilherme Gerais / Trilha sonora: Gisele Almeida
Fic | 3min | 2012 | Londrina/PR | Livre
Zero, de Sacha Bali
"Um taxista se olha no espelho e não se reconhece, pois abandonou sua essência em algum lugar do passado. Sem falas, com trilha original à base de rabeca e piano, “Zero” é uma dança no tempo."
Fic | 14min | 2012 | Rio de Janeiro/RJ | 12 anos
Di Melo - O Imorrível, de Alan Oliveira e Rubens Pássaro
"A trajetória de Di Melo, cultuado músico da soul music brasileira. Tendo gravado um único disco em 1975 e sumido, Di Melo reaparece depois de mais de 30 anos para se declarar “Imorrível”."
Doc | 24min | 2011 | Recife/PE | 16 anos
Com vista para o céu, de Allan Ribeiro
"Homem e mulher tentam contato em uma grande metrópole, diante de tamanha incomunicabilidade, onde o som urbano invade os espaços."
Fic | 10min | 2011 | Rio de Janeiro/RJ | Livre
Direção: Allan Ribeiro / Produção: Ana Alice de Morais / Roteiro: Allan Ribeiro e Douglas Soares / Fotografia: Daniel Bustamante / Montagem:Allan Ribeiro / Trilha sonora: Adoniran Barbosa 
Fic | 10min | 2011 | Rio de Janeiro/RJ | Livre

Bom, este último me chamou atenção em particular pela foto apresentada como divulgação:

Fiquei encasquetada que na foto era a Adriana Calcanhoto, e pra mim ela era só cantora e não atriz. Procurei então um contato com o diretor Allan Ribeiro, que foi super gentil em ceder algumas informações para o Blog da MIMO

Inspirado em um fato real, ele contou que o amigo e professor de Cinema da UFF, Maurício de Bragança, cantou uma certa vez uma música do Adoniran Barbosa - que também é a trilha do filme - com uma vizinha que jamais chegou a conhecer. Junto a isso, usou de inspiração os sons que invadiam seu próprio apartamento, usado como locação, para criar a história. Quando perguntei como foi essa experiência de dirigir a cantora, ele disse que "a Adriana Calcanhotto é apaixonada por cinema e curtiu muito esta primeira experiência como atriz. Ela está muito diferente no filme e algumas pessoas só se dão conta que é ela nos créditos finais." E essa parceria deles deu tão certo que rendeu dois videoclipes para o DVD Partimpim, trabalho da cantora voltado para crianças e que já vai em seu segundo volume. Os vídeos você pode conferir aqui e aqui.


***

Lembrando que para a Mostra de Cinema não é necessário pegar senha e os curtas de hoje serão reexibidos amanhã no Mercado da Ribeira no mesmo horário, 18hs.


Eu estive na MIMO

foto: cedida pela entrevistada

No nosso espaço reservado para depoimentos de frequentadores da MIMO, hoje trago o depoimento de Viviane Pinto, que infelizmente não conseguiu vir para a edição desde ano mas, como sempre morou em Olinda, fala da importância do festival.

Qual a importância da MIMO na sua opinião para Olinda?
Acredito que a MIMO é um evento que representa perfeitamente a alma de Olinda. A cidade alta é bela no cartão postal mas também é habitada por pessoas, é uma cidade vibrante e com uma vocação cultural muito grande. 
E, tendo familiares que vivem na cidade alta, posso dizer com segurança que a MIMO é um evento com aprovação unânime entre os moradores de lá! Agrada a todos. Fora que é uma ótima oportunidade para pessoas de outras cidades e estados conhecerem as belezas de Olinda. Por incrível que pareça, tem gente que mora em Recife e nunca vai a Olinda, a não ser durante a MIMO.

Qual o show que mais te marcou na história da MIMO e esse ano o que você acha que será mais marcante?
Um dos melhores shows que já assisti na minha vida foi o de Tom Zé, em 2010, na praça do Carmo. Eu já era apaixonada pela música e genialidade de Tom Zé, e já tinha visto vários shows dele na televisão e na internet mas ao vivo foi absolutamente emocionante! Ele é um showman! Carismático e divertido, conseguiu fazer todo mundo dançar e cantar. Jovens e velhos, universitários e vendedores de espetinho, quando eu olhava pros lados via todo mundo curtindo aquele momento. Sabe aqueles shows que no final tem muito mais gente na platéia do que no começo? Foi isso! Quem tava lá longe via como tava divertido e vinha correndo pra pertinho do palco.
Infelizmente, este ano não poderei ir pra MIMO porque estou morando em outro estado, mas se estivesse em Pernambuco certamente já estaria na fila pro show de Arnaldo Baptista! Acho que vai ser mágico vê-lo tocando piano no palco do Teatro de Santa Isabel (que já é um lugar mágico por si só).

Quarteto hi-tech, hoje e amanhã na MIMO

Se você nunca tinha visto um conjunto musical substituir partituras impressas por digitalizadas, não perca os concertos do Quarteto Borromeo hoje e amanhã na MIMO.

O uso de laptops e projeções em tela deve-se à opção dos músicos do grupo por acompanhar a partitura integral (a grade) da obra em lugar da parte isolada para cada instrumento, permitindo-se uma visão de conjunto maior durante a execução.

Os recitais com o conjunto norte-americano acontecerão nesta sexta em João Pessoa - na Basilica de N. S. das Neves, às 20h - e no sábado, no Recife - na Basílica do Carmo às 18h30.

Confira uma entrevista do Quarteto Borromeo ao Estado de São Paulo, onde eles falam sobre a proposta de integração tecnológica que desenvolveram.

Sexta é dia de música clássica

Com o concerto dos professores da Etapa Educativa da MIMO 2012, ontem, foi aberta a programação de música clássica da mostra, que continua em dose tripla nesta sexta, no Sítio Histórico de Olinda, e pode ser acompanhada pelo público em sequência, sem a menor pressa entre uma apresentação e outra:

- Desta vez na Igreja da Misericórdia (não na do Convento de São Francisco, como nos anos anteriores), em Olinda, o Duo Milewski traz seu repertório de peças para violino e piano que mesclam música popular brasileira, folk norte-americano e europeu e compositores de música clássica polonesa. O início é às 16h.

- Já no Mosteiro de São Bento, às 18h, o repertório será de música antiga, com o grupo vocal-instrumental Calíope, que apresenta uma ampla e versátil formação. Confira um pouco da atuação do Calíope no vídeo a seguir.



- Por fim, a atração principal da noite ficará por conta do mais importante duo violonístico da atualidade, o Duo Assad, que atua desde os anos 1970 e gravou, naquela época, um disco junto com a Orquestra Armorial. A apresentação na Igreja da Sé, às 20h30, promete trazer composições da própria dupla e de compositores contemporâneos, além de transcrições duo de violões.

Quem não PUDER sair de casa (pois QUERER nós sabemos que vocês querem), é só acompanhar os concertos por este link.

Orquestra Experimental e James Strauss: um bom começo

foto: Beto Figueiroa

No primeiro concerto deste ano na tímida porém belíssima Igreja da Misericórdia, a platéia já ocupava quase todos os lugares quando a Orquestra Experimental de Câmara começou sua apresentação às 16hs. Regidos pelo maestro Israel de França, os doze músicos com as suas cordas faziam o fundo para o solista James Strauss mostrar toda sua habilidade na flauta transversa que, demonstrando muita tranquilidade, ao final de cada música arrancava aplausos da platéia.  Após a participação de Strauss, que contou com um bis duplo, a apresentação seguiu e até mesmo o maestro executou duas músicas ao violino, solando ao lado de uma das moças do grupo. Voltando à posição original, Israel de França anunciou a execução dos 4 movimentos da sinfonia nº40 de Mozart para encerrar a apresentação de um pouco mais de uma hora de duração. 

Um show de muitas possibilidades


Foto: Tiago Calazans
No repertório funk, soul, samba, jazz e bossa. Desde o início até o fim, a banda carioca cheia de groove, mostrou saber bem passear pelos mais variados estilos, sem soar clichê ou obsoleto. Quando você estava convencido que a batida era um funk, eles vinham e mudavam a direção da canção para outra levada também cheia de swing,

Executando temas que vão desde trilha sonora de filmes, exemplo de “pantera”, - música inspirada nos filmes policiais - à novelas e séries TV, a pegada era sempre forte com os metais e percussão como carros-chefes da apresentação.

Com a participação do consagrado compositor e arranjador da bossa nova, Marcos Valle, a performance só fez crescer, somando o talento de duas gerações distintas, porém uma não menos talentosa que a outra. Marcos introduz logo de cara duas de algumas de suas composições bem-sucedidas que foram temas de novelas: “Azymuth” (nome que veio a ser adotada pela banda carioca) e “Selva de pedra”, já famosa do grande público.

Apesar disso, o público presente parecia em parte alheio à apresentação que via e pouco vibrava com o ritmo cheio de afrobeats com forte influência percussiva. Da metade pro final do show os músicos ousaram convidar a igreja a cantar junto o tema "Hey Salomão", porém sem sucesso. O clima morno permaneceu inerte até o final, quando ao voltarem para o BIS, a maioria desinteressada já tinha dispersado, ficando apenas parte dos que já tinham deixado a timidez de lado e se rendido à pegada latina.

Villa, sob múltiplos estilos

A banda do percussionista Cyro Baptista tinha uma instrumentação convencional até certo ponto: bateria, guitarra, contrabaixo e violão. Mas o bandoneom e, claro, a ampla percussão proporcionavam o incremento das possibilidades sonoras do grupo, que foram bem exploradas no concerto da Igreja da Sé na noite passada.

Mesclando peças do espetáculo Vira Loucos, do folclore brasileiro e do próprio Cyro Baptista, o repertório alternava leituras mais experimentais - em que eram explorados timbres ainda exóticos à maioria do público, como o da harpa de boca e o de um metalofone balinês, tocado a oito mãos - com arranjos que soavam mais familiares, nem por isso menos engenhosos.

Um exemplo foi o da Cantiga da Bachianas n° 4, que começou mais fiel à versão orquestral da peça, reproduzindo entre bandoneon e contrabaixo o belo contraponto do original, para depois se transformar em um forró, ao estilo de Geraldo Azevedo e Elba Ramalho, e finalizar com uma levada mais hard rock, tendo sido uma das músicas mais aplaudidas.

Falando com um perceptível resquício de sotaque norte-americano, Cyro afirmou que, apesar de ter sido seu primeiro show no Estado, a música pernambucana era muito importante em seu trabalho e deu mostra disso ao longo das peças seguintes, onde - de forma mais explícita ou não - estavam lá as células rítmicas do baião, mas também as do samba, da bossa nova e do jazz.

Duas primeiras vezes

O concerto da MIMO in Concert desta noite que passou teve dois marcos: foi a primeira apresentação da MIMO na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, em Olinda, e o primeiro exclusivamente protagonizado pelos professores da Etapa Educativa da MIMO, que antes participavam apenas quando integravam outros grupos musicais.

O repertório constou basicamente de transcrições e peças originais dos períodos barroco e romântico e de Pixinguinha, mas em formações pouco comuns - mesmo para a música de câmara de compositores standard, a exemplo do Trio para piano, violino e trompa op. 40 de Brahms.

Apresentaram-se a violinista Ana de Oliveira, a pianista Aleida Schweitzer, o fagotista Elione Medeiros (natural de Pernambuco e residente no estado do Rio), o trompista Antonio Augusto, o trombonista João Luiz Areias, o violonista Caio Cezar (também pernambucano radicado no Rio) e o bandolinista Marco César, conhecido professor do Conservatório Pernambucano de Música.

No geral, o público testemunhou uma apresentação calma, compenetrada, mas nem por isso deixou de prestar a devida calorosidade ao final das peças, reconhecendo a destreza de cada interpretação.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Como foi a palestra de Edino Krieger

O compositor residente da MIMO 2012, Edino Krieger, fez uma palestra de duas horas de duração, ontem, no Conservatório Pernambucano de Música, pela Etapa Educativa da Mostra. É a segunda vez que o músico catarinense, que já presidiu a Academia Brasileira de Música e o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, marca presença na MIMO, sendo a primeira em 2008.

O músico contou diversos episódios de sua vida pessoal e musical que estão no livro Edino Krieger - Crítico, produtor musical e compositor, organizado por Ermelinda Paz. Entre eles, o de quando ganhou seu primeiro violino e o botou para lavar no tanque e secar ao sol - para remover o pó de breu que o encobria -, tendo inutilizado o instrumento por conta dessa inocência.

Confira matéria completa sobre a palestra no site da revista Continente.

Yuka no caminho das pedras e das setas

Divulgação

Baterista e líder da banda carioca O Rappa, Marcelo Yuka estava no auge da carreira quando, em novembro de 2000, tomou nove tiros em uma tentativa de assalto na Tijuca, Rio de Janeiro. Ao contrário de outros exemplos, quando acidentes quase sempre representavam fortalecimento e união entre os grupos musicais, Yuka saiu da banda motivado por uma briga por dinheiro entre seus integrantes. 

Bastante ligado às causas sociais - pensamento que se refletia em suas excelentes composições -, o ex-baterista, hoje paraplégico, chegou a acreditar que estivesse acabado para a música. Onze anos depois, o músico, que se apresentou no Rock in Rio 2011 com as cantoras Cibelle, Karina Buhr e Amora Pêra como convidadas especiais, prepara seu primeiro disco em estúdio. Esse processo de redescoberta musical e o esforço para voltar a andar foi registrado no filme Marcelo Yuka no Caminho das Setas, segundo longa-metragem que será exibido no Festival MIMO de Cinema, hoje, às 19h, na Igreja da Sé. 

Com direção e produção de Daniela Broitman, o documentário retrata os anos de recuperação do músico, começando pelo início do tratamento nos Estados Unidos, e sua luta por maior realização de pesquisas em células-tronco. A partir daí, envereda por sua história pessoal e artística para expor o homem, o músico, e o ativista Marcelo Yuka, hoje uma das principais vozes por justiça no País. Além disso, a diretora entrevistou os integrantes do Rappa para tentar compreender o que motivou sua saída da banda.

Doc | 95min | 2011 | Rio de Janeiro/RJ | 12 anos

LONGA | Marcelo Yuka no Caminho das Setas
DATA | 06/09
LOCAL | Igreja da Sé
INÍCIO | 19:00




Mostra MIMO de Cinema - Curtas do dia

A banda Babi Jaques e os Sicilianos - que está gravando seu primeiro CD, com patrocínio da Prefeitura do Recife - estreia hoje no Festival MIMO de Cinema o curta Sabe lá o que é isso?, dirigido por Wilson Freire.

A pretexto de criar uma releitura do hino do bloco Batutas de São José, ao lado do Maestro Spok, o filme retoma as discussões sobre as influências que o frevo sofreu ao longo de seus 105 anos de existência, incluindo as mudanças urbanísticas no bairro de São José durante o regime militar, que prejudicou as atividades dos blocos carnavalescos.

Entre as locações do filme, estão o Recife Antigo e a rua Manoel Apolinário, no Alto José do Pinho (onde está o sofá verde com os integrantes da banda). Confira o trailer abaixo:

Doc | 20min | 2012 | Recife/PE | Livre


Sabe La O Que É Isso? TRAILLER from Thiago Lira on Vimeo.

Para marcar a estreia do curta, Babi Jaques e os Sicilianos farão um show às 22h na After Mimo. Aproveite e confirme presença no evento.

***

Os outros dois curtas exibidos hoje às 18h no Seminário de Olinda (e reprisados amanhã, no mesmo horário, no Mercado da Ribeira) são:

O Guitarrista no Telhado, de Guto Bozzetti

"Em 1969, os Beatles fizeram o último concerto ao vivo no terraço da gravadora Apple, em Londres. Mais de 40 anos depois, em Porto Alegre, o músico Cláudio André também quer ser famoso e, aconselhado pela vizinha Débi, monta um show no telhado do prédio onde mora."

Anim | 11min | 2011 | Porto Alegre/RS| Livre

Meia Boca Band, de Ruyter Curvello Duarte

"O filme conta como é a vida de um músico de rua que toca saxofone pelas avenidas da capital federal."

Doc | 13min | 2011 | Brasília/DF | Livre

De volta ao Recife, após 12 anos

Strauss tocando Mozart em Tóquio. Foto: Facebook
Hoje às 16h, na Igreja da Misericórdia, em Olinda, a Orquestra Experimental de Câmara faz seu segundo concerto na história da MIMO, com regência de Israel França. O primeiro havia sido em 2007, na igreja do Convento de São Francisco, sob direção do carioca Guilherme Bernstein Seixas.

Desta vez, a orquestra traz como convidado um solista pernambucano que há doze anos não atuava no Estado, o flautista James Strauss, que interpretará um dos concertos para flauta do italiano Saverio Mercadante (1795-1870). Em conversa por telefone com o Blog da MIMO, James - natural de Abreu e Lima - conta que ficou feliz pelo convite, mesmo que tenha sido surpreendido por ele há pouco mais de uma semana.

Após atuar este ano no México (ao lado do maestro recifense Lanfranco Marcelletti), na Galícia, na Andaluzia e na Lituânia, o flautista lamenta que faça poucos concertos no Brasil, mas que está se empenhando nesse sentido, e comemora o álbum que será lançado em outubro pela Orquestra Nacional da Lituânia.

No repertório constarão a suíte Saudades do Brasil, do francês Darius Milhaud, o Concerto para flauta do francês Florent Schmitt (cujos manuscritos das partes orquestrais foram encontrados por James no arquivo da editora Max Eschig) e a Bachianas Brasileiras n° 2 de Villa-Lobos.

Hoje é dia de Vira Loucos

Radicado nos Estados Unidos desde os anos 1980, o percussionista paulistano Cyro Baptista comanda a apresentação principal da segunda noite da MIMO 2012 no Recife - às 20h30, na Igreja da Sé - com um repertório formado por releituras de peças de Villa-Lobos.

O espetáculo Vira Loucos nasceu de uma parceria com o maestro Michael Tilson-Thomas e a Orquestra Sinfônica do Novo Mundo. O próprio Cyro conta, em seu site oficial, como surgiu a ideia:

"Quando encontrei Michael, ele estava sentado como que mergulhado numa piscina de folhas musicais e estava enrolado com uma complicada transcrição de violas para violinos [...] Minha imediata reação foi tocar o berimbau e cantar as melodias simples em que Villa-Lobos baseou suas composições. Daí tive a ideia de desenvolver um trabalho sobre as fontes que ele usou em sua música, explorando os vários elementos percussivos predominantes nela".

No vídeo abaixo, vocês conferem Cyro - que já atuou como percussionista convidado em mais de cem CDs, incluindo Obrigado, Brasil, de Yo-Yo Ma - tocando a cantiga da Bachianas Brasileiras n° 4.

Samba, bossa e baião

Foto: Tom Cabral

Como não poderia deixar de ser, o concerto que deu abertura às atividades da MIMO iniciou de maneira grandiosa, com direito a igreja completamente cheia e ansiosa para ver o primeiro show do festival.

Por sua vez, o trio tinha a missão de impressionar a plateia ávida por um grande espetáculo. Sylvain Luc ficou a cargo de dar os primeiros acordes no seu violão, logo seguido pelo contrabaixo de Richard Bona. O show começou bem intimista e com notas suaves, e foi crescendo ao longo do espetáculo, em especial, acompanhado pelo pandeiro de Marcos Suzano, que muitas vezes fazia a marcação e dava ritmo brasileiro às composições da  dupla francesa.

Logo na sequência, Richard finalmente solta a voz mansa e doce - sua principal característica - e parece agradar mais o público, que o observa com muita satisfação. Sempre sorridente e muito bem-humorado, Bona agradecia ao final de cada música e mostrava um pouco do vocabulário português que aprendeu por aqui.

O ponto alto do show ficou para a apresentação solo de Richard que cantou à capela uma belíssima e envolvente canção de sua terra nativa (Camarões) utilizando o dialeto local. A plateia estava extasiada com aquele momento e parecia nem piscar os olhos. Um silêncio quase absoluto pairava sobre a igreja que estava empenhada a ouvir o quase sussurrar do músico camaronês. Eis que num dado momento, ele se levanta e continua a cantar em pé e a partir daí começa a intervenção tecnológica na sua apresentação. Ao utilizar o looping para gravar a própria voz, ele faz do aparelho um artifício para arrancar risadas da plateia, já que muitas vezes parava de cantar e deixava o recurso tecnológico a cargo de reproduzir sua própria voz. A essa altura, o talentosíssimo artista já tinha caído nas graças do público presente.

Já chegando ao final do espetáculo, com os 3 músicos a postos novamente, chega a hora de homenagear algumas das mais populares canções brasileiras. No repertório estava “ A felicidade” de autoria de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, que como previsto, toda igreja cantava, ainda que de maneira tímida. “Assum Preto” e “Asa Branca” de Luiz Gonzaga foram as surpresas da noite para delírio da igreja lotada. Cheio de improvisos, muitas vezes Bona parecia se perder ao longo da execução, mas rapidamente olhava para o brasileiro Marcos Suzano e logo se reencontrava. Findada a apresentação, o público já tava em estado de efervescência e clamaram pelo bis, prontamente atendido pelo trio que terminou em grande estilo, ao executar “Cravo e Canela” de Milton Nascimento.

O samba, a prontidão e outras bossas


Mesmo agregando influências gringas que vão do funk africano ao rock psicodélico nascido na Inglaterra e nos Estados Unidos, o som da banda carioca Paraphernalia é coisa muito nossa. Basta notar os acordes de samba, a pegada latina, a impossibilidade de ficar parado enquanto se ouve o instrumental virtuoso. Mas quem ainda enxergava mais blaxploitation e a trilha perfeita para um filme de Tarantino nas músicas da banda (o cinema também está bem presente nas composições, não à toa eles começaram a carreira se apresentando no Cine Buraco, que reunia cinéfilos e amantes da música, no bairro das Laranjeiras, Rio de Janeiro), certamente vai dar o braço a torcer após a apresentação de hoje na MIMO. Contando com a participação especial de Marcos Valle, um dos maiores nomes da nossa segunda geração da bossa nova, o som da Paraphernalia nunca esteve tão tupiniquim. Groove pintado de verde e amarelo, saudando essa véspera de feriado da Independência. Salve pátria! Com Champagne:


CONCERTO | Paraphernalia | Participação especial de Marcos Valle
DATA | 06/09
LOCAL | Seminário de Olinda
INÍCIO | 19:00

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Eu estive na MIMO

Este é um espaço reservado para aqueles que já estiveram presentes em alguma edição da MIMO e contam aqui um pouco sobre a experiência de ter prestigiado do festival.

Iniciando a sessão, conversei com Willana Clara, estudante de administração da UFPE e que sempre esteve presente nas edições da MIMO, desde seu início, em 2004. Abaixo segue o depoimento gentilmente cedido especialmente para o Blog da MIMO:

Foto: Facebook 
Qual a sua relação com a MIMO? Desde quando se interessou pelo festival?
Bom, eu acho que frequento a MIMO desde 2004. Não lembro o ano exato, lembro que fui ver Egberto Gismonti e desde então eu acompanho o festival por ser uma oportunidade de ter uma proximidade maior tanto com as apresentações de música erudita quanto instrumental. E, principalmente, os workshops que é uma forma de saber um pouco mais sobre a forma de criação do músico. A vibe é praticamente a mesma, a diferença é que o público aumentou.

Qual a expectativa para a edição de 2012?
Minha expectativa para esse ano é ver belas apresentações de Arnaldo Baptista e Letieres Leite, o nosso Sun Ra.

A Tropicália no século XXI

Divulgação

Um documentário bem brasileiro promete levar um grande público para a Igreja da Sé, hoje à noite. Dirigido por Ninho Moraes e Francisco César Filho, o longa-metragem Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now! marca a abertura do Festival MIMO de Cinema, a partir das 19h. O filme não se trata de um panorama sobre o movimento artístico e musical que agitou o país durante a década de 1960, mas mostra como a Tropicália é vista nos dias de hoje. 

A produção mistura elementos da ficção - através de esquetes dos atores Carlos Meceni, Gero Camilo e Alice Braga - com depoimentos de pesquisadores, além de uma apresentação de André Abujamra feita no Teatro Oficina. O músico também assina a trilha sonora do filme.

Doc | 76min | 2012 | São Paulo/ SP | Livre

Local: Igreja da Sé

Horário: 19h



Minha terceira MIMO

Hoje começa a minha pequena maratona de cobertura da MIMO 2012. Acompanho o festival desde 2010, quando na ocasião pude presenciar uma apresentação do gênio de Irará (BA), Tom Zé, com o seu show "Pirulito da Ciência", na Praça da Carmo. Apesar de, este ano, ser suspeita pra falar, posso dizer que a atmosfera do evento é sempre encantadora. Praças e igrejas lotadas, pessoas sentadas na grama, um ambiente de amizade e calmaria diferente de qualquer outro que já vi. Este ano, em minha terceira edição do evento, e assumindo o papel de quem o observa de dentro pra fora, posso dizer que minhas expectativas são as melhores. Já posso sentir o frenesi causado pela vinda de Arnaldo Baptista ao Recife - que se apresenta na próxima sexta-feira, feriado de 7 de setembro - e o sobe e desce corajoso e apressado pelas ladeiras de Olinda para acompanhar toda a maratona de shows e filmes. Sobretudo, quero conhecer mais da música erudita, instrumental e popular, nacional e internacional, com as atrações que se apresentam este ano. E que venha 2013!

Encontro Brasil-França


Foto: Internet
Uma dupla de franceses (um natural e outro naturalizado) recebeu a missão de oficializar a abertura do festival  MIMO de 2012. Um contrabaixista e outro guitarrista, esses dois já provaram que juntos no palco protagonizam cada um no seu papel, um espetáculo de ritmos e improvisações durante todo o concerto que apresentam. Sempre com o Jazz à espreita, eles passeiam pelos mais variados estilos, deixando transparecer o tom multifacetado de ambos. Richard, além do contrabaixo, presenteia o público com sua voz mansa e suave que traduz na música uma doçura ímpar e que, além disso, convém destacar sua naturalidade ao contar histórias e mais “estórias” durante o show que costumam divertir a plateia.

No concerto preparado especialmente para a MIMO, a dupla conta ainda com a participação mais que especial do percussionista Marcos Suzano, velho parceiro de alguns dos mais renomados artistas nacionais como Zé Keti, Marisa Monte, Gilberto Gil e Lenine. Vale lembrar que no ano passado Marcos esteve presente na MIMO com seu bem-sucedido projeto Trio-363.

O público poderá assistir logo mais na Igreja da Sé um repertório diversificado, composto além de canções próprias, interpretações de algumas das mais prestigiadas composições brasileiras, a exemplo de “Cravo e Canela” de Milton Nascimento e da aclamada “A felicidade” de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, que promete ser cantada em uníssono pela público presente.  

CONCERTO | Richard Bona e Sylvain Luc | Participação especial de Marcos Suzano
DATA | 05/09
LOCAL | Igreja da Sé
INÍCIO | 20:30 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Velho conhecido


Sem dúvida um dos mais talentosos músicos da atualidade, não apenas pela sua inegável técnica como contrabaixista, mas também por ser dono de uma voz sublime e marcante - apesar de desconhecido pela grande maioria dentro do cenário musical brasileiro - o camaronês Richard Bona já tornou-se figura cativa e grande apreciador da música tupiniquim. Em meados dos anos 2000, uma das suas principais participações em território nacional aconteceu ao lado do cantor Lenine, realizando dueto na canção “Medida da Paixão”, de autoria do músico brasileiro.


Palestra com o compositor Edino Krieger

Foto: Fausto Fleury
Nesta quarta (05), às 15h, o compositor residente da MIMO 2012 ministrará uma palestra sobre sua trajetória artística e pessoal, no Conservatório Pernambucano de Música. Em depoimento exclusivo da Blog da MIMO, Edino Krieger - que teve, este ano, o mais importante estudo sobre sua obra publicado com apoio do Sesc -, resumiu o roteiro de sua exposição ao público.

"Falarei sobre flagrantes da minha trajetória desde as primeiras experiências musicais ainda criança, no ambiente familiar, passando pela experiência no grupo Música Viva, com o dodecafonismo, até a fase mais recente em que utilizo livremente técnicas e linguagens avançadas dentro de uma forma mais livre, com ênfase na temática brasileira. Também mostrarei minhas experiências com música popular, como autor de jingles, música para teatro e cinema. A palestra terá exemplo em áudio e DVD e estarei à disposição para responder eventuais perguntas dos interessados".

Meu feriado é aqui

A MIMO sempre me traz uma calmaria muito grande. Setembro já é uma época do ano em que as pessoas estão querendo que o mesmo acabe, começam os planejamentos de férias, etc. Então, caindo juntinho do feriado da Independência, a MIMO vem bem a calhar. Nada melhor do que, no final de um dia agitado, poder subir até o alto do centro histórico e conferir uma apresentação de música; num sábado andar por Olinda e depois sentar na grama do pátio do Seminário pra ver alguns curtas-metragem.
Bom, esse ano eu não conheço previamente quase nada da programação, mas olhando os releases que tem no site, que você pode conferir aqui, vou tentar montar um roteiro pra os dias a seguir e rezar pra que as pernas aguentem o pique das ladeiras. Tenho certeza que serei surpreendida por belíssimas apresentações, como ocorre ano após ano.
Porém, uma coisa é certa: tô aguardando ansiosa a apresentação da Orquestra Contemporânea de Olinda, lançando o disco novo que tá muito legal; ah, e a Festa da MIMO, claro, afinal tô aqui pra isso.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Eu estou na MIMO

Foto: Facebook
O compositor e contrabaixista Paulo Arruda está participando como ouvinte do Curso de Regência da MIMO 2012, com o maestro Isaac Karabtchevsky. Ele resume o que achou do primeiro dia de aulas no Teatro de Santa Isabel, exclusivamente para o Blog da MIMO:

"Pela primeira vez estou fazendo o curso com o professor Karabtchevsky e neste primeiro dia pude perceber a importância deste tipo de trabalho. É uma oportunidade sem medida a de estar à frente de uma grande orquestra como a de Barra Mansa, e ao mesmo tempo recebendo as valiosas observações de um grande maestro que é ele. Cada aluno teve treze minutos à frente da orquestra. Pouco tempo, mas, para alguns, um momento raro e que deve ser aproveitado intensamente. Durante as execuções, o maestro observa os problemas de cada executante, e apontava soluções sobre determinado trecho. Eu pensava também que o curso era apenas para regentes já avançados em técnica, mas, com bastante humildade, o professor ensinava os gestos básicos aos iniciantes e também discutia sobre os aspectos psicológicos que envolvem o trabalho entre regente e orquestra. Espero aproveitar ao máximo o curso, aprimorar a técnica, e - quem sabe no próximo ano - tentar uma vaga como executante".

358 dias esperando por 7


Quero ver o carnaval tomar conta novamente de Olinda. Sim sim, a MIMO foi chegando tímida mas hoje já é considerada o segundo carnaval no calendário da cidade alta; o sobe e desce das ladeiras, as bandas de rua, os simpáticos visitantes e aqueles que ano após ano vêm prestigiar o evento rigorosamente fazem todos parte de uma grande festa de ritmos que com toda propriedade acontece na cidade trazendo seus delicados e inebriantes concertos. As ruas se transformam e tudo que acontece durante esses sete dias de festival ganha uma atmosfera diferente, mágica e de grande excitação. Certamente não será diferente nesta edição. Tomara que não! Quero deixar me levar pela singularidade deste carnaval fora de época que assim como o principal, arrasta multidões e passa deixando alegria, música boa e muita, muita nostalgia; fazendo-nos contar os dias até chegar o próximo.

Cinco sentidos na MIMO

O que eu quero da MIMO 2012 é poder aguçar os sentidos. Quero ouvir o preciosismo doloroso de Arnaldo Baptista no Teatro de Santa Isabel, deixar meu corpo se entregar ao groove da Paraphernália, no Seminário de Olinda, perceber cada instrumento na acústica das igrejas seculares, onde serão conferidos sons como o jazz do cubano Chucho Valdés. Quero sentir o cheiro da grama do Seminário, enquanto confiro os curtas da Mostra de Cinema. Ou o vento frio do Alto da Sé, na apresentação de longas como o premiado Brasil somos nós, dirigido sob o olhar espanhol de Robert Bellsolà. Quero jantar uma tapioca ou um acarajé, enquanto observo no mirante uma das mais belas vistas de Pernambuco. Também gostaria de tomar vinho ouvindo a Orquestra Contemporânea de Olinda executar seu mais recente e bonito disco. Mas, acima de tudo, creio que eu queira ver e sentir a gente que vai para a mostra. Queria notar, entre as caras ao meu redor, menos conhecidos e mais estranhos encantados. Gente nova na festa, descobrindo a maravilha desse evento gratuito, cultura de alto nível pra todas as classes. Apurar o tato.


domingo, 2 de setembro de 2012

Quinta que vem na MIMO



O flautista pernambucano James Strauss, que tocará com a Orquestra Experimental de Câmara, sob regência de Israel França.

Encerramento dos trabalhos em Ouro Preto

Amanhã, começa a Etapa Educativa da MIMO, em Olinda e Recife. Já na quarta, têm início os concertos nessas duas cidades e em João Pessoa, além do Festival MIMO de Cinema.

Clique na imagem abaixo para ampliar e conferir a programação completa.


sábado, 1 de setembro de 2012

Próxima sexta, será em Olinda

Equipe do Blog da MIMO

Quem entrará em ação a partir desta segunda-feira:

Allissa
1. Allissa Andrade, está para se formar em Radialismo e TV pela UFPE. Entrou na equipe porque nunca conseguia convites pra Festa da MIMO, que rola todo ano. Agora vai.


Kalline

2. Kalline Costa, a única veterana dentre as quatro bloggers deste ano. Está na equipe desde 2010 e também é formada em Radialismo e TV. Tem namorado.

Ingrid (ou, carinhosamente, Mai)

3. Ingrid Melo, jornalista (apesar de quase não ter conseguido colar grau este devido à greve das universidades federais) e integrante do fã-clube pernambucano de Arnaldo Baptista, cuja presidente é Kalline.

Olivia, tristinha

4. Olivia de Souza, graduanda em Jornalismo. Está chateadíssima, segundo ela mesma, porque a MIMO ainda não começou por aqui.

Carlos
5. Parte que me toca: editor do Blog pelo quarto ano seguido (i. é, desde sua criação), com predileção pela cobertura de música clássica.