
Crédito: Vivis Souza
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Crédito: Divulgação |
Banda, time de futebol, bloco carnavalesco e “sociedade alternativa”. Um pouco de cada e uma mistura dos três formava o clã dos Novos Baianos, uma das bandas mais influentes dos anos 70 e cujo repertório se mantém atual mesmo após décadas de sua criação. Inspirado e influenciado por eles, o diretor Henrique Dantas decidiu produzir o documentário Filhos de João: o admirável mundo novo baiano.
Apoiado principalmente em depoimentos dos integrantes e de pessoas próximas ao grupo, o longa, que será exibido hoje, às 19:oo, no pátio da Igreja da Sé, faz uma retomada ao estilo de vida escolhido pelos jovens baianos para mudar o rumo da música popular brasileira.
O filme começou a ser produzido há 12 anos como um trabalho de conclusão de curso. Após muita luta, Dantas conseguiu financiamento para transformá-lo no documentário que poderemos conferir hoje. Os destaques vão para os depoimentos de Morais Moreira e Pepeu Gomes, integrantes dos Novos Baianos, e para as falas engraçadas de Tom Zé, amigo próximo.
Com tudo que deve ter um bom documentário, Filhos de João, é um convite irrecusável para adentrar no mundo dos Novos Baianos.
O Mar de Lia, curta documental de Hanna Godoy, apresenta aos expectadores o mundo encantado de um dos nomes mais representativos da música pernambucana: Lia de Itamaracá. Cantora de côco, ritmo típico do litoral em que o mar é um dos temas mais recorrentes. Com um lirismo poético, a diretora consegue, em seus pouco mais de doze minutos, nos mostrar o que tem de mais belo e encantado nos personagens e nas suas canções.
O filme foi lançado em 2010 e integrou a programação da Mostra Pernambuco do CINE-PE daquele ano. Na Mimo Cinema 2011, ele será exibido hoje, às 18:00, no pátio do Seminário de Olinda, na sequência de Concerto para Heloísa.
Prepara os ouvidos que a festa já vai começar. E pra abrir esta celebração da boa música, nada melhor que uma homenagem em grande estilo. Ela chega contando suas histórias e as dele também. São contos e cantos de loucos e heróis, palhaços e lunáticos, pássaros e passistas. Como num sonho, onde frevo, maracatu, samba e baião podem compor o mesmo show, ela faz sua reverência. Saudações! E aí começa um outro olhar sobre quem já foi o tal... e continua sendo. Sem decidir se fica ou se vai, segue seu caminho pendular, entre seu ídolo maior e um auto-retrato musical. Apesar do desafio, ela não se deixa intimidar. Dedos e garganta muito afiados, Délia se lança na ousada tentativa de exaltar aquele que desde o início a fez pensar e sentir a música como um desafio pessoal. Homenagem feita, pode começar a festa. Fim do primeiro ato.
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Délia Fischer se apresenta hoje, às 18:00, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Olinda, com um repertório em homenagem a Egberto Gismonti.