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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Guinga e OSR movimentam o D. Lindu

Foto: Renato Spencer

Na quarta à noite, em pleno Dia da Independência, o Parque D. Lindu estava como em todos os finais de semana e feriados desde que foi inaugurado: bem iluminado, jogo de basquete acontecendo, crianças brincando, skatistas e ciclistas por todo lugar. Cenário propício a mais um dos concertos populares da Orquestra Sinfônica do Recife no Teatro Luiz Bandeira, desta vez para abrir a programação da MIMO 2011 no Recife acompanhando o violonista Guinga - perante mais de 3 mil pessoas no pátio principal do parque.

Após os pronunciamentos de Lu Araújo, diretora geral da MIMO, e Renato L, secretário de cultura do município, o maestro Osman Gioia recepcionou o convidado especial da noite e deu início ao concerto com arranjos orquestrais de Paulo Aragão, a maioria deles dentro de uma ambientação de trilha sonora de filmes antigos. O clima contemplativo da apresentação mudou de figura no meio do programa com o baião Geraldo no Leme, após o qual Guinga saudou o público e salientou: "A música é um fator de união. Tem tanta gente pensando em fazer o mal neste momento e nós estamos todos aqui em torno da música".

O violonista Lula Galvão, o clarinetista Paulo Sérgio Santos e o trompetista Jessé Sadoc Jr., músicos amigos do solista, tocaram ao longo do concerto e o desfecho ficou por conta de Vô Alfredo, um frevo tributo ao avô pernambucano de Guinga. Inesperado e feliz foi o episódio final, em que o público não se conformou com as despedidas de todos os instrumentistas e o apagar das luzes do palco, e exigiram veemente um bis. Guinga e a Sinfônica do Recife sentiram o apelo e atenderam à gratificante manifestação massiva com um repeteco de Vô Alfredo, recebendo como resposta a animação dos foliões, alguns dos quais dançaram em meio ao milhares de cadeiras de plásticos espalhadas pelo pátio.

Foto: Renato Spencer

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ponto de Fuga

Um ponto de fuga, um conto de fada, um sarau. Um céu na gaveta, um sinal de vida, um degrau - obrigatório para quem quer viver a música popular brasileira. Um clarão! Guinga é um clarão bem em frente aos olhos dos que insistem em matar a canção. É uma rima solta, um verso livre, uma luz de assombração. Num gesto de susto, parece estar só, mas não. Parece ser fácil, ilusão... Carrega num cesto de sonhos a beleza de um vitral, a força de um trovão e o aconchego de um quintal da casa do Vô. Faz parecer belo o habitual. Faz parecer fácil o salto no breu. Faz d’arraia miúda poesia... Guinga é da vida, é da villa, é de casa... e ponto final. Pode entrar.


"Tive vontade de trocar o meu universo pelo dele". Paco de Lucia

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Guinga se apresenta hoje, às 18:30, no Parque Dona Lindu, em Recife, acompanhado pela Orquestra Sinfônica do Recife, sob regência do maestro Osman Gioia