domingo, 5 de setembro de 2010
Chopin, não: Szopen
Para os poloneses, Chopin (pronunciado, como todos nós aprendemos, Chopan - oxítona) é Szopen (pronunciado Chôpen - paroxítona).
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Porém, todas as duas formas são corretas, e o sobrenome de batismo realmente é em francês, herdado do pai do compositor.
"Direito de resposta" e um Adagio como última música
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E logo antes de tocar o Adagio sostenuto de Chopin, Jerzy exprimiu sua paixão pela obra: "Já disse várias besteiras hoje e vou dizer mais uma: Acho tão bonito esse Adagio que gostaria que ele fosse tocado no meu enterro". Foi a única frase do concerto sem despertar a alegria do público, porém todos entenderam depois da música o porquê desse desejo.
Ar fresco, sem voar partituras
Haja homenagem!
Antônio Madureira e Sérgio Ferraz apresentaram hoje, na Igreja Rosário dos Homens Pretos, em Olinda, o repertório do CD "Segundo Romançário". Num show impecável, iniciado pela música Romançário, de autoria do violonista, o público que lotava a igreja pôde presenciar uma série de homenagens. Cecília e Bebete, companheiras de Madureira e Ferraz respectivamente, além do Mestre Salu e da poetisa Cecília Meireles, foram os contemplados da noite. As homenagens, assim como todas as músicas da noite, foram antecedidas por explicações que inseriam o público no contexto de cada estilo musical. E eram muitos, diga-se de passagem. Com influências diversas, que iam desde as valsas francesas, a música flamenca, o cavalo marinho e a música armorial, a dupla encantou pela simpatia, mas também, e principalmente, pela virtuosismo e sentimento presente em cada execução.
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A nossa independência
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No intervalo entre o final da missa e o início do concerto, os instrumentistas cuidaram de alguns retoques, como a direção dos ventiladores (para que as partituras não voassem), a projeção do som do piano pela igreja (para não abafar o som do cello) e altura da estante [de partitura] de Leo Altuno. Depois de tudo ok, a entrada foi liberada para o ávido público.
Pra relembrar!
O vídeo abaixo traz um slideshow com gravuras do artista Gilvan Samico e trilha sonora do Quinteto Armorial tocando "Mourão", obra de autoria do maestro Guerra-Peixe.
Hoje
Apresentação de Antônio Madureira e Sérgio Ferraz na Igreja Rosário do Homens Pretos, em Olinda, a partir das 18:00.
Aulão
Quem quiser entender um pouco melhor o que foi o Movimento Armorial pode entrar no site de Ariano Suassuna ou clicar aqui para abrir um pdf com um breve resumo sobre o movimento.
P.S.: O arquivo em PDF foi retirado do site do escritor Ariano Suassuna e encontra-se em português e inglês.
Desafio “arromançado”
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Antônio Madureira e Sérgio Ferraz se apresentam hoje, às 18:00, na Igreja Rosário dos Homens Pretos, em Olinda.
Desenrock-se
Um dos músicos mais vigorosos e incompreendidos da história da música brasileira, Tom Zé é sinônimo de criatividade e versatilidade em mais de 40 anos de carreira. Nascido em Irará, ainda jovem estudou música na universidade federal da Bahia, mudando-se para são Paulo em meados dos anos 60. Lá ajudou a criar aquele que seria um dos movimentos mais importantes da música brasileira: o tropicalismo.
Hoje poderá ser conferido mais um filme sobre a história do músico Tom Zé. Com base em uma oficina ministrada na Espanha, a narrativa conta um pouco de suas histórias e obras, viajando por décadas passadas, a fim de elucidar e redescobrir os feitos das experimentações realizadas pelo músico.
Filme: Tom Zé Astronauta libertado
Local: Mercado da Ribeira
Horário: 20:00 hs.
Bossa-Rock

Quem poderia dizer que algum dia ouviria uma bossa nova, símbolo maior da musicalidade brasileira, convivendo em perfeita harmonia com o rock? Não há dúvidas de que se nos transportássemos à décadas passadas, lembraríamos da famosa marcha contra a inserção das guitarras elétricas na música brasileira. Por sorte, essa manifestação não ganhou forças e hoje podemos ouvir essa fusão com naturalidade e alívio. Ousados, Dado e Cristina não pouparam seus talentos ao escolherem aquela que é considerada a melhor e mais regravada canção brasileira de todos os tempos: Águas de março. A música ganha muita vivacidade nas mãos da harpista e do guitarrista que surpreendem ainda na execução índios: hino de uma geração brasileira representada por Renato Russo. A apresentação da dupla acontecerá logo mais às 19:00 hs na igreja Seminário de Olinda.
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O encontro de gigantes
Dizem os jazzístas que McCoy Tyner exerce uma força quase gravitacional sobre os instrumentistas com quem toca. Sua magnitude ao piano o torna irresistível e os músicos simplesmente se rendem. Ao longo de seus 55 anos de carreira, firmou-se como um dos maiores expoentes da história do jazz, compondo temas que se tornaram clássicos e tocando com artistas que mudaram o curso da música, a exemplo de John Coltrane. Gary Bartz também é um ícone. Os seus improvisos com Charles Mingus e Miles Davis asseguraram seu lugar na galeria dos imortais. O encontro desses dois músicos é um evento histórico que a MIMO 2010 tem a honra de proporcionar. Alicerçados por uma seção rítmica quente, Tyner e Bartz passam por pérolas de autoria do pianista como a malemolente Blues On The Corner e a delicada Ballad for Aisha. Em Moment’s Notice, um difícil tema de Coltrane, o combo investe na fúria da improvisação desenfreada. Certamente um encontro de mestres que transcende as palavras. É preciso ver e ouvir!
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Os sete amores
O humor presente no filme de Buster Keaton - cujo nome verdadeiro é Joseph Frank Keaton Jr. - é caracterizado pelas corridas, quedas e fugas atrapalhadas. Além disso, o ator desenvolveu uma característica que o marcou. Seus personagens se mantinham impassíveis diante de problemas e situações cômicas. Por não demonstrar sentimentos através de expressões faciais, Buster conseguia que o espectador projetasse seus próprios sentimentos diante da situação.
Um dos grandes momentos do Keaton Jr. como ator se deu quando ele contracenou ao lado de Charles Chaplin no filme Luzes da Ribalta, de 1952. Durante 10 minutos os dois representam dois atores de "vaudeville" que tentam resgatar os bons tempos.
O filme Os sete amores faz parte da programação do Festival MIMO de Cinema, no Ciclo Cinema Mudo, e será exibido hoje, às 19:00, na Igreja da Sé.
Sangue, suor e lágrimas
As célebres palavras do primeiro discurso de Winston Churchill como primeiro ministro britânico tornaram-se um recorrente chavão para exprimir toda a dedicação e sacrifício a uma causa ou a uma missão, mas poucas vezes elas chegaram tão perto de adquirir significado real quanto ontem, no concerto de Leonardo Altino e Ana Lúcia Altino Garcia no Convento de São Francisco.
O suor era dado a todo momento por Leo Altino. Ao final de cada movimento, foi preciso ele enxugar o violoncelo e a si mesmo, devido tanto ao calor que fazia na igreja quanto às dificuldades que cada obra impunha. Sangue não houve, mas parecia haver quando o suor deslizava pela madeira rubra do cello - e o repertório escolhido fazia crer nisso. Só faltavam as lágrimas.
Antes da Sonata de Chostakóvitch, Leo Altino comentou com o público que ele a tocava há 25 anos, mas que somente veio a entender o que estava por trás das melodias do compositor russo quando seus professores russos de cello explicaram a ele a dor que não podia ser explicitada por conta da censura do governo soviético - e de fato os momentos mais líricos da peça são intensos mas de uma profundidade velada, evitando ser diretamente tocante.
Leo Altino comentou particularmente sobre o segundo movimento, que sugere uma imagem de fábrica de seres humanos, e o terceiro, cuja melodia considerava bela, mas árida, tanto que o público - que aplaudia indiscriminadamente após movimento - de fato ficou sem reação quando se deu a execução dele. As lágrimas estavam prometidas, mas só calharam de vir após o segundo bis.
O primeiro havia sido Requiebros, de Gaspar Cassadó, mas com a insistência dos presentes ao Convento de São Francisco, foi repetido o Poema III de Marlos Nobre, que Leo Altino e Ana Lúcia dedicaram ao trombonista Radegundis Feitosa, amigo da família. O clima de comoção pôde ser testemunhado nos bastidores, pelos que iam cumprimentar mãe e filhos virtuoses.
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Em tempo, Radegundis será homenageado na MIMO amanhã às 16h30, na Igreja do Monte, pelo grupo Paraibones.
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A expulsão do paraíso
A diferença na origem e no emprego dos textos de ambas as sinfonias está na autoria (o texto da Sinfonia dos dois mundos é de D. Hélder, enquanto o da Sinfonia de Guanais foi retirado do Livro de Adão e Eva, um apócrifo protomedieval, e de poesias de Ariano) e na distribuição do texto entre mais de um declamador na obra de Guanais.
A distribuição em sequência foi feita da seguinte forma (onde os textos do coral são de Ariano e os demais do apócrifo):
1° movimento: Narrador - coral - Deus - coral
2° movimento: Adão - coral - Eva
3° movimento: Deus
4° movimento: Narrador - Deus + coral
Revisitando Django Reinhardt
Como a idéia do coletivo é revisitar o jazz manouche de Django Reinhardt, os músicos optaram por um formato de apresentação onde cada solista se reveza ao mesmo violão - um Selmer #607 - para interpretar temas autorais e de outros compositores. Assim, Benoit Convert foi o primeiro a se apresentar. No standard Soflty as in a Morning Sunrise, o jovem músico mostrou toda a sua capacidade improvisativa com fraseados velozes e precisos. Logo em seguida, após um prelúdio que parecia tocar as estrelas, eis que o músico surpreendeu com Wave de Tom Jobim. A platéia delirou. Em seguida, Sébastien Giniaux, assumiu o posto e iniciou seu set com uma balada: Heal the Word de Michael Jackson. Por fim, Adrien Moignard veio e mostrou que é possível tocar jazz modal com o balanço dos anos 1930. Em So What! de Miles Davis, o violonista deitou e rolou no modo dórico.
Uma apresentação de tirar o fôlego que permitiu uma íntima ligação entre instrumentistas e audiência mostrando que a música sempre pode surpreender.
Eu, o vinil e o resto do mundo
Com depoimentos marcantes, o documentário consegue transmitir a mensagem de persistência, luta e esperança de moradores do subúrbio paulista, que enfrentam a pobreza, o preconceito e a criminalidade na tentativa de se tornarem ricos e famosos atravéz da música.
Destaque para a sensibilidade do olhar de duas mulheres ao retratar uma temática tão dura como em Eu, o vinil e o resto do mundo. E é este olhar que faz o concurso de dj's ficar em segundo plano para dar lugar ao drama pessoal de cada um dos personagens.
O longa será exibido hoje, às 17:30, no Mercado da Ribeira, em Olinda.
Pretinho Babylon
Os elementos presentes no filme da década de 70 são novamente retratados no curta. Com músicos-atores, dreadlocks, vinis, maconha, rastafari e até mesmo a bicicleta (substituindo a motocicleta do original) o filme recria a Jamaica dos anos 70 no Rio de Janeiro atual, com direito a muito verde, amarelo e vermelho. Até as dublagens bizarras do original são recriadas em Pretinho Babylon. É uma adaptação clara, direta e cheia de humor.
O curta será exibido hoje, às 17:30, no Mercado da Ribeira.
E para você começar a entender o curta Pretinho Babylon, assista abaixo a um trecho do original Rockers, de 1978.
Uma palhinha de Villa-Lobos
Música e Cinema

Após a chegada do cinema falado, muitos acreditavam que o cinema perderia sua verdadeira identidade visual ao introduzir o elemento sonoro em sua "narrativa". Mal sabiam eles que além do som como linguagem, o cinema passou a contar também com um forte aliado: a música. Ganhando alma cada vez mais contundente nas telonas, a música passou a ser um elemento decisivo na compreensão da trama, despertando sensações e até mesmo direcionando ou manipulando a visão do telespectador.
Com base no tema, a MIMO irá exibir uma palestra sobre Música e Cinema: os caminhos da direção e composição com a participação do músico Wagner Tiso e Walter Lima Jr. Quem quiser conferir, é só chegar no Mercado da Ribeira às 15 horas desse domingo 05/09.
A bênção, maestro
Certamente quando soar os primeiros sons de Varei a sensação despertada será a de estar ouvindo uma banda de jazz americana. Também não era para menos, a Orquestra Sanhauá teve sua inspiração em orquestras jazzísticas comandadas por ninguém menos que Moacir Santos, e esse sim mais do que qualquer outro maestro brasileiro viveu e conheceu por dentro o jazz americano, passando de aprendiz a professor pelas terras do tio Sam. Coisa nº 1 será a devida reverência ao maestro, uma “blue note” executada com maestria pelo grupo que ainda por cima traz à tona em seu repertório cheio de polirritmia o som do frevo, prometendo inebriar os ouvidos do público presente com o hino Vassourinhas, que dispensa apresentações.
Orquestra Sanhauá
Data: 05/09
Local: Igreja da Sé
Horário: 11:30
Só para violoncelos
Sorteio de convites 4
Que outros dois instrumentos de teclado, usuais na música clássica mas totalmente incomuns ao universo musical jazzístico, McCoy Tyner tocou em seu disco Trident, de 1975, além do piano?
A primeira pessoa a responder corretamente nos comentários receberá a confirmação via e-mail e deverá ligar para o número informado, levando ainda um documento de identidade com foto na ocasião do recebimento do convite.
PS.: Não poderão participar pessoas que tenham contato pessoal ou profissional com os integrantes do Blog da Mimo ou com qualquer integrante da produção e da assessoria de imprensa da MIMO 2010.
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