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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Jam session no Mercado da Ribeira


Foto: Marcelo Lyra

Trazer um laboratório musical para o palco tornou-se possível com a apresentação do Parahyba Art Ensemble nesta terça (07), no Mercado da Ribeira, às 18h. Digamos assim: o guitarrista Chico Correa conseguiu alinhavar diversos meandros num só tecido sonoro, colocando samples e instrumentos um ao lado do outro. Fora as mixagens, realizadas sem prévio ensaio. 

Foto: Marcelo Lyra

Quem esteve por lá, além de evitar o estresse de garantir senha, já que o espaço era a céu aberto, pôde conferir um som mais experimental, típico de jam session. Prometeram improviso, improviso levaram para o palco. Contudo, dava para entrever no resultado da mistura resquícios de jazz e ritmos nordestinos. Como também haviam prometido, imagens abstratas sobrepunham-se à performance dos artistas; Chico Correa revelou que a estratégia partira do VJ Spencer, que gostava de criar ambiência com luzes. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Improviso prevalece na apresentação do Parahyba Art Ensemble

O coletivo Parahyba Art Ensemble, que se apresenta hoje, às 18h, no Mercado da Ribeira, tem como lema a experimentação de linguagens. Partindo dessa premissa, garante nada mais nada menos que o improviso tome conta de seu repertório. Ou seja, o público deve estar preparado para ser surpreendido com o choque de tendências. Sob a batuta do guitarrista Chico Correa, o instrumental encontra os sintetizadores, assim como os artistas brasileiros juntam sua experiência aos internacionais. O som torna-se atemporal e distante de possíveis classificações. As influências, contudo, são claras: jazz, free jazz, eletroacústica, música nordestina. Mas não param por aí (e nem poderiam). De resto, imagens projetadas sob o palco prometem dilatar essa experiência sonora. Fazem parte da banda o baterista americano Gregg Mervine, o multiinstrumentista belga Henry Krutzen, o francês Didier Guigue nos sintetizadores e flauta baixo, o DJ Guirraiz, o trompetista alemão Burgo, o baixista Mateus Alves e o VJ Spencer.

Concerto: Parahyba Art Ensemble
Onde: Mercado da Ribeira
Quando: hoje, às 18h

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ao professor

O pernambucano Moacir Santos foi homenageado, na noite de 7 de setembro, por seu aluno César Camargo Mariano, que, depois de contar brevemente a história de seu professor, tocou a obra April Child.

Moacir Santos nasceu em Serra Talhada, mas foi bater no Rio de Janeiro através da música. Multinstrumentista, ele batalhou muito em prol da educação e da evolução da música brasileira, mas foi pouco reconhecido no Brasil.

"Então ele resolveu ir para os Estados Unidos tentar a vida e, enquanto não era descoberto pelos americanos como excelente músico que era, viu a esposa e os sete filhos venderem cocada e pé-de-moleque pelo Central Park", contou Mariano. O tempo passou e Moacyr Santos ficou foi descoberto na terra do Tio Sam, compôs várias trilhas de filmes e tornou-se professor da Universidade da Califórnia. "Ele virou um deus em Nova Iorque", contou Mariano. Dos dias difíceis em na ilha de Manhattan, restou uma música, a April Child, que Moacir dedicou aos seus filhos.

Diante do silêncio da plateia, Mariano brincou: "Mas não é para ficar triste não! É uma história bonita de superação, de força de vontade".

Confiram a obra tocada por César Camargo Mariano e Romero Lubambo:

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

As releituras especiais de Mariano

Foto: Marcelo Lyra

O premiado César Camargo Mariano não precisou de nada além de um piano para fazer a alegria das pessoas que lotavam o Seminário de Olinda no início da noite de hoje. A apresentação, que começou com um improviso feito pelo pianista, teve como segunda música, a que dá nome ao disco "Samambaia", de 1981, que Mariano afirmou ter marcado uma fase muito boa de sua carreira.

No repertório do músico, que também é produtor, releituras de Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barros, e de Setembro, de Ivan Lins e Vitor Martins. "Setembro é na minha opinião uma das mais bonitas obras que existem", defendeu. O bis ficou por conta da bossa nova, com o clássico Wave, de Tom Jobim.

Mariano também revelou que tocar na Mimo estava sendo uma experiência fantástica, pois há muito tempo que venho namorando o festival. "Estou muito feliz de estar aqui e muito feliz de estar pela primeira vez tocando em uma igreja. É incrível o clima de serinidade que reina aqui", completou.

Nacionalismo no 7 de setembro

Muito aplaudidos do inicio ao fim, o Quarteto Radamés Gnatalli apresentou, nesta noite de encerramento da Mimo, um repertório muito adequado à data: 7 de setembro. Ao escolher os compositores nacionalistas Heitor Villa-Lobos e Cláudio Santoro, o quarteto fez uma belíssima homenagem à Pátria.

E nem o calor que, aparentemente, fazia no altar da Igreja de São Pedro foi capaz de apagar o brilho da apresentação. Muitos simpáticos, os músicos agradeceram à presença de todos e foram retribuídos com longos aplausos.

Resultado: ao final do concerto, uma pequena multidão se aglomerou para comprar o CD do grupo, que estava sendo vendido na saída da igreja.