segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Encerramento dos trabalhos
Público em transe com duo final
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Foto: Beto Figueiroa |
Festa da Mimo
Equipe de Imprensa da MIMO 2011
- Aline Feitosa
- Dulce Mesquita
- Elayne Bione
- Juliana Renepont
- Beto Figueiroa
- Renato Spencer
- Marcelo Lyra
- André Sampaio
- Andrea Pessoa
- Leandro
- Alex
- Carlos Eduardo Amaral
- Kalline Costa
- Pedro Paz
- Rafael Moura
- Yuri Assis
Um concerto de samba erudito
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Foto: Marcelo Lyra |
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Foto: Marcelo Lyra |
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Foto: Marcelo Lyra |
Cinco orquestras em dois dias
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OCCJP e o maestro Carlos Anísio. Foto: Renato Spencer - Ateliê Santo Lima |
Às 16h, na Igreja do Monte, o concerto não foi propriamente o de uma orquestra sinfônica, mas de seus naipes separados. No fechamento oficial das oficinas de instrumentos da Etapa Educativa da MIMO 2011, os alunos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, madeiras e metais apresentaram-se nesta ordem, sob a respectiva regência de Marco César, Nayran Pessanha, Elione Medeiros e João Luiz Areias. Os alunos de metais brindaram o público com obras além do programa divulgado, e o violonista Guilherme Calzavara atuou como solista do Concerto para violão n° 1 de Laurindo de Almeida, ainda no início.
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Prof. Marco César regendo os alunos da oficina de cordas dedilhadas. Foto: Beto Figueiroa - Santo Lima |
No Recife, a Orquestra de Câmara de Toulouse tocou às 18h30 na Basílica do Carmo (cuja iluminação preparada pela MIMO enfatizou de forma primorosa o altar-mor do templo) e conseguiu compenetração extrema do público durante as peças de Mozart, Chostakóvitch e Britten.
O estudante de música Lucas de Moura, que estava presente, falou para o Blog da MIMO sobre o desempenho da orquestra e as apresentações da MIMO 2011 que tem acompanhado: "Eu vim pela expectativa de ver uma orquestra de câmara com nível europeu e pelo repertório: [os músicos franceses] são excelentes. Fui antes ao concerto de Ballaké Sissoko e Vincent Segal, de Arthur Verocai, cujos arranjos são muito legais, e de Alex Tassel, e peguei parte do de Arrigo Barnabé".
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Foto: Renato Spencer - Ateliê Santo Lima |
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Preleção de Isaac Karabtchevsky. Foto: Renato Spencer - Ateliê Santo Lima |
Philip Glass e Tim Fain: o mestre e o aprendiz em concerto memorável
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Crédito: Beto Figueiroa/SantoLima |
Enquanto o jovem promissor Fain emocionava os espectadores ao tocar os sete movimentos da Partita para violino solo, o preciso dedilhar do americano Philip Glass era de causar espanto. Seja em composições como The Orchard ou The French Lieutenant, um dos maiores músicos vivos, em atividade, ratificou o porquê de já ter conquistado um Globo de Ouro com a trilha do filme O show de Truman, de Peter Weird. Após cumprir o programa do concerto, Glass apresentou, ainda, mais três composições. Uma delas é, inclusive, um dos seus trabalhos mais conhecidos, intitulado Glassworks. Isso só não agradou mais do que ouvi-lo falar o idioma português, em todas as vezes que se dirigia ao público, com a ajuda de uma “cola” preparada, anteriormente, pela produção da MIMO 2011.
Jards Macalé em entrevista
Foto: Jean Felipe Souza |
domingo, 11 de setembro de 2011
Gismontipascoal
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Foto: Divulgação |
Alex Tassel agrada público com jazz improvisado
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Andre Sampaio/ Santo Lima |
Acompanhado dos músicos Sylvain Beauf (sax), Laurent de Wilde (piano), Julien Charlet (bateria) e Diego Imbert (contrabaixo), Alex Tassel mostrou-se generoso e cedeu, pelo menos, um solo para cada instrumentista. O show apresentava seu último álbum de estúdio, o disco duplo intitulado Heads or tails. Acostumado aos festivais de verão franceses, como o Jazz à Vienne e Django Reinhardt, o músico de 36 anos mostrou-se impecável ao tocar peças musicais como Olex e Merlin. Reconhecido, pela crítica jornalística, como herdeiro do influente compositor americano Miles Davis, Tassel abriu o concerto com um tema que leva o nome do seu mestre, denominado Miles around.
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Andre Sampaio/ Santo Lima |
Equipe de Produção da MIMO 2011
Lú Araújo, Diretora
André Oliveira, Diretor Artístico
Rejane Zilles, Produtora Cine MIMO
Bel Zagury, Produtora
Amanda Barroso, Produtora
Renata Barros, Produtora
Simone Oliveira, Produtora - Adminstrativa
Gilmar Nascimento, Produtor - Administrativo
Sâmia Emerenciano, Produção BASE
Virginia Correia, Produção BASE
Luiza Ratare, Produtora de LOGÍSTICA
Tadeu Gondim, LOGÍSTICA
Lu Bispo, LOGÍSTICA
Meme, LOGÍSTICA
Kaka, LOGÍSTICA
Gisele, AEROPORTO
Mery Lemos, Produtora SÉ
Joli Campelo, Produtora SÉ
Lucas Brandão, Produtor SÉ
Phaedra, Produtora SEMINÁRIO
Júlio Barroso, Produtor SEMINÁRIO
Janaísa Cardoso, Produtor VESPERTINOS
Bruno Negromonte, Produtor VESPERTINOS
Pérola Braz, Produtora RECIFE
Amanda Brindeiro, Produtora RECIFE
Adah Lisboa, Produtora para OSBM
Camila Emerenciano, Estagiária
Carlota, Produtor FESTA
Jorge, Assistente de Carlota
Marcela Reis, Arquiteta
Pezão, Técnico de Som - Recife
Pedrinho, Técnico de Som
Pedro Ivo , Volante
Anderson, Volante
Ester Rolin, Produção JOÃO PESSOA
Fábio Sávino, F. MIMO de CINEMA
Deborah Dumar, Redatora
Cleber, Tradutor | Intérprete
Sr BOLINHO, Piloto
E todos queriam mais...

Um Seminário de Olinda completamente lotado, dentro e fora da igreja, teve a oportunidade de assistir ao que foi, sem dúvida, um dos melhores momentos da Mimo 2011. Engraçado é que a atração da noite já não era nenhuma novidade na programação. Nas oito edições da Mostra, Egberto Gismonti esteve em quase todas. Mas ontem foi diferente.
Com o seu bom humor costumeiro, Egberto aproveitou a apresentação de mais de duas horas de duração para saudar velhos amigos, apresentar ao público o seu filho Alexandre e também presentear a platéia com execuções perfeitas e gentilezas mil.
O show foi iniciado por um duelo entre pai e filho. Egberto e Alexandre travaram um duelo de arrepiar com a música “Mestiço e Caboclo”. Apesar do virtuosismo, tudo parecia ser bem simples. Enquanto Egberto destruía o violão de 14 cordas com uma técnica alucinante, ainda encontrava espaço para jogar sorrisos para a platéia e brincar com Naná Vasconcellos, que acompanhava o concerto da primeira fila da igreja.
Alias, a interação entre Gismonti e Naná foi um capítulo à parte. Primeiro ele ficava sempre trocando olhares e brincadeiras durante as músicas. Depois foi a vez de tentar convencer a filha de Naná, Luz Morena, a fazer uma participação especial tocando a música Água e Luz ao piano. E essa tentativa durou bastante tempo. Ao fim de cada música, Egberto ia ao ouvido de Luz Morena e tentava de alguma forma fazê-la perder a vergonha e acompanhá-lo ao altar/palco. Depois de inúmeras tentativas frustradas, ele decidiu fazer melhor: tocou a música inteira em homenagem à sua pupila (durante a execução, não tirou os olhos da garota nem por um segundo).
Sempre elogiando o festival, o público, seus convidados e a música, Egberto parecia estar em casa. Tanto é que acabou saindo um pouco do que estava programado e contemplou seus fãs com duas participações especialíssimas além do programado (Ana de Oliveira, ao violino, foi a única participação prevista na programação). Primeiro, chamou ao palco André Mehmari. O publicou adorou o dueto ao piano, com direito a execução a quatro mãos. Quando ele anunciou a entrada de Hamilton de Holanda, o Seminário de Olinda quase veio a baixo. Certo do que estava para presenciar, o público aplaudia num misto de entusiasmo e surpresa. E não foi pra menos. O duelo entre o bandolim de Hamilton e o piano de Egberto foi, sem dúvida, o ponto alto do show. Acompanhados atentamente pela igreja lotada, fizeram a festa de todos e abriram o caminho para o encerramento do espetáculo. Ao fim, retornaram ao palco Alexandre Gismonti e Ana de Oliveira para um encerramento belíssimo. Duas horas de show e ninguém ali parecia cansado. Todos queriam mais. Quem sabe no próximo ano!
Talvez alguns detalhes do concerto tenham sido esquecidos por conta de uma súbita amnésia pós festa da Mimo que acometeu os integrantes do Blog. Mais detalhes em breve!
Som mestiço
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Foto: Divulgação |
Cinema: confira a programação da mostra Panorama Brasil para este domingo (11)
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Orquestra do Som Cego. Foto: Divulgação |
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Vanja Orico. Foto: Divulgação |
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Gilberto Gil. Foto: Divulgação |
Entrevista - Dimitri Cervo
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Foto: retirada do Facebook |
"Dimitri: SUCESSO Total a estréia da peça aqui!!!! Público reagiu muito bem e inclusive fizemos um bis com ela!!!! Se no Recife for nessa batida, será fantástico, ainda mais que vc estará la. Parabéns!"
É uma peça que começou bem: estreada pela OSPA e Isaac Karabtchevsky e já com várias apresentações programadas em 2011. Esse ano está excelente, com 31 programações de obras orquestrais [de Dimitri] por 17 orquestras. Na MIMO, pretendo acompanhar a apresentação, assim como a oficina, de Philip Glass, compositor que admiro e com o qual tenho alguma afinidade estética, e também outras apresentações orquestrais, além das aulas de regencia do Isaac.
Na primeira seção, os temas principais são apresentados. Na segunda seção, a harpa e as madeiras tomam a cena, metamorfoseando e dando novas luzes às idéias musicais apresentadas, agora em um tom lírico e intimista. Na terceira seção, os temas da primeira seção são retomados e variados, conduzindo a obra para um grandioso final. Brasil Amazônico é a primeira obra da Série Brasil 2000, uma série de obras para diversas forças instrumentais, que já receberam inúmeras audições no Brasil e no exterior.
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Repertório do concerto da Sinfônica da UFRN hoje
André Muniz, regente
Solista: Diego Paixão, violoncelo
Igreja da Madre de Deus (Recife), às 18h30
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Dimitri Cervo (1968-)
Brasil Amazônico
(Confira comentário sobre a obra, feito pelo próprio compositor)
Joseph Haydn (1732-1809)
Concerto n° 2 para violoncelo e orquestra em ré maior
Camargo Guarnieri (1907-1993)
Suíte Vila Rica
* Entrada
* Andantino
* Misterioso
* Scherzando
* Agitado
* Alegre
* Valsa
* Saudoso
* Humorístico
* Baião
Confira um breve comentário sobre as obras nesta mini-matéria com o regente André Muniz.
Entrevista - André Mehmari
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Foto: divulgação. |
Hoje à noite, o jovem compositor e pianista André Mehmari faz a última apresentação da MIMO 2011 ao lado do bandolinista carioca radicado em Brasília Hamilton de Holanda. Tendo confortável trânsito por entre gêneros musicais diversos, como o jazz, a MPB instrumental e a música clássica, André e Hamilton prestam tributo a dois expoentes brasileiros de longo sucesso internacional: Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti. Antes de sua viagem a Pernambuco, Mehmari concedeu uma breve entrevista ao Blog da MIMO via Facebook. Confira.
sábado, 10 de setembro de 2011
Standard até que ponto? [3] - ou: Por que o bê-a-bá?)
Depoimento - Dimitri Cervo
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Foto: Débora Zandonai |
Gotan Project transforma Praça do Carmo em pista de dança
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Beto Figueiroa/SantoLima |
Ingressos para Egberto Gismonti
Cinema: Confira a programação deste sábado (10) da mostra Panorama Brasil
No pátio do Seminário de Olinda, a partir das 18h, tem início as exibições dos curtas "É muita areia pro meu caminhãozinho", dos paulistas Ana Paula Guimarães e Eduvier Fuentes Férnandez, e "À sua imagem e semelhança", do pernambucano Thiago Lira.
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Trecho de "É muita areia pro meu caminhãozinho". Foto: Divulgação |
O pátio da Igreja da Sé abrirá espaço às 19h para a exibição do média-metragem "Clementina de Jesus: Rainha Quelé", de Werinton Kermes. Por meio de depoimentos de nomes como Paulinho da Viola, João Bosco e Paulinho Vergueiro, o filme fala da importância de Clementina de Jesus para a história do samba e da música brasileira em geral.
Sonoris Fábrica
Daniel Gortler para ninguém botar defeito
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Foto: Beto Figueiroa |
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Foto: Beto Figueiroa |
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Foto: Beto Figueiroa |
Pra ir aquecendo
O lobisomem de Olinda
Culto aos maestros
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Foto: Renato Spencer |
A apresentação do Projeto Coisa Fina ontem foi uma verdadeira festa. Muito animados e cheios de vontade, os jovens músicos paulistas arrebataram o público no Mosteiro de São Bento na homenagem à Moacir Santos.
Ao iniciar o concerto com Coisa n° 2 seguida de outras melodias do álbum mais aclamado do maestro, o contrabaixista Vinícius inicia então uma breve apresentação da banda e de como ela surgiu. Contou ele que se depararam com a obra do pernambucano pela primeira vez enquanto estava no carro do parceiro e coordenador do projeto, Daniel Nogueira. Os dois ficaram maravilhados com o que ouvia e a cada música a emoção só aumentava, mas não passou disso. Anos mais à frente Daniel ligou para o amigo Vinícius e propôs um trabalho em homenagem à Moacir Santos que imediatamente foi aceito pelo colega. Lembrou ainda que antes do Projeto Coisa Fina eles já estavam apaixonados e mergulhados no ritmo pernambucano, fazendo parte de um grupo de Maractu de baque virado lá mesmo em São Paulo.
Apresentações à parte, o grupo deu sequencia ao show com a vibrante e percussiva "Maracatucutê" que fez o público balançar e continuou com "April Child", ambas ainda do Moacir.
Mais uma vez eles tomam o microfone para falar que além do Moacir eles queriam homenagear outros compositores mais populares e anunciaram a próxima canção: um choro do mineiro Mozar Terra chamada "Ascenção". Outro compositor e arranjador J.T. Meirelles, bastante prestigiado no meio artístico por fazer os arranjos de vários discos do Jorge Ben, foi também homenageado pelo conjunto com "Quinta Essência".
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Foto: Renato Spencer |
Delicadeza e Sensibilidade
Egberto Gismonti é uma das grandes figuras da Mimo. Sempre presente nas programações, ele costuma surpreender o público ao apresentar repertórios, arranjos e formações sempre diferentes. E esse ano, deve fazer o mesmo. Pra começar, trouxe seu filho, Alexandre Gismonti, a tiracolo. Isso, por si só, já merece um destaque já que Alexandre é um virtuoso em seu instrumento, o violão. Como se não bastasse, ainda contará com a participação especial da violinista Ana de Oliveira, fechando o trio. Podemos então esperar um concerto de muita delicadeza e sensibilidade onde o equilíbrio entre o virtuosismo técnico e a sensibilidade estética será o ponto alto. O concerto acontece hoje, às 19:00, no Seminário de Olinda. Os ingressos podem ser retirados com uma hora de antecedência na Biblioteca Municipal de Olinda, na Praça do Carmo.
O som daqui, o som do mundo
Único pernambucano entre todos os artistas e grupos que se apresentam na Mimo desse ano, o Sonoris Fábrica deu ontem uma aula de versatilidade no Seminário de Olinda. Com integrantes cujas influências oscilam entre o armorial e o jazz-rock, o quarteto liderado pelo violinista Sérgio Ferraz conseguiu lotar a igreja e arrancar aplausos de um público formado predominantemente por jovens. E eles deram aula, explicaram as composições, falaram sobre as inspirações para compor e ainda por cima deram um show de técnica e entrosamento.
Apresentando o repertório do seu novo álbum, homônimo, o Sonoris Fábrica passeou entre ritmos regionais como o frevo, o maracatu, o xote e o baião, variando entre pegadas mais jazzísticas, mais regionalistas ou com mais groove. Ainda contou com o toque ibérico do flamenco, presente na música Tango Flamenco, do violonista Leonardo Mello.
Para quem esperava algo parecido com o trabalho que Sérgio Ferraz desenvolve com Joca Madureira, foi uma surpresa. Apesar das influências serem as mesmas, no Sonoris, Sérgio deixa transparecer o seu lado mais suingado, ficando livre para confundir o público entre a definição de um jazz com sotaque ou um baião “agringalhado”.
Um dos momentos mais fortes da apresentação é quando tocam a música de autoria de Leonardo Mello, A feira. Durante os doze minutos de duração, os quatro componentes se revezam como solistas e podem “se amostrar” um pouco. Ao fim do concerto, fica aquela sensação de que o bairrismo pernambucano, tão exaltado em alguns momentos, não existe na Mimo. O Sonoris Fábrica não está ali apenas para representar o Estado. Aliás, uma das melhores características da música apresentada nos palcos da Mostra é que ela não é marcada pela localização geopolítica, mas pela qualidade estética e relevância cultural. Quando o som é bom, não importa se é pernambucano, paulista, francês ou malês. E todos ganham com isso.